Quem é a caçula? E o atleta mais alto? Qual o menor pé? Conheça curiosidades do Time Brasil no Pan
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Quem é a caçula? E o atleta mais alto? Qual o menor pé? Conheça curiosidades do Time Brasil no Pan

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Tem história de verdade que parece coisa de cinema. E existem filmes que acabam virando realidade. Foi assim com Victória Vizeu, a caçula do Brasil neste Pan de Lima.

- Eu comecei quando tinha 8 anos, depois que eu assisti a um filme chamado “Operação Cupido”. E, quando eu vi o filme, tinha achado muito, muito legal. Mesmo depois, quando eu comecei a treinar e tudo, vi que não era exatamente como no filme, mas continuei gostando bastante – lembra a esgrimista que competirá no Pan na equipe de espada.

Da Sessão da Tarde para o alto rendimento, tudo vem sendo muito rápido para quem completou apenas 15 anos em abril de 2019.

- Eu sou campeã brasileira da minha categoria, que é cadete, até 15 anos. Agora, eu não estou competindo tanto nela por causa de mais viagens e também porque eu estudo e não daria pra faltar tanto. E também sou vice-campeã brasileira adulta – diz.

Se o filme da Victória ainda está nas primeiras cenas, o de Cláudio Biekarck está mais para uma série. E com nove temporadas já. Aos 68 anos, o velejador será o atleta brasileiro mais velho em Lima. Com história para contar desde o Pan de 1975, na Cidade do México.

- Acho que dez participações está de bom tamanho. Espero que surja alguém pra suprir o meu lugar – afirma Biekarck.

Fosse o Time Brasil uma GloboPlay, teria ainda outros gêneros no catálogo. Romance, por exemplo. Tem casal no wakeboard com Marreco e Mariana, com Talisca e Netinho no Taekwondo, e Ana Marcela Cunha e Diana Abla nos esportes aquáticos.

- A maratona é em outro lugar, então não dá para assistir. Mas ela vai nadar piscina, então, se o horário encaixar ali e o horário do meu jogo encaixar, ela vai conseguir ver também – diz Diana, atleta do pólo aquático.

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Neste clima, um novo filme pan-americano está prestes a começar em Lima. O elenco brasileiro vai contar com 486 atores, sem contar equipe técnica.

O mais alto é Felipe Roque, do vôlei, com 2,12m. A mais baixa, Flávia Saraiva, da ginástica artística, com 1,45m. Quase 70cm separam os dois. O maior pé é do mesmo Felipe, que calça 50. O menor de Alice Hellen, da ginástica de trampolim, e Andressa Mendes, dos saltos ornamentais, que calçam 34. O mais pesado é Darlan Romani, do atletismo, com 155 kg. E a mais leve é Nicole Duarte, da ginástica rítmica, com 42 kg. Na balança, um Darlan equivale a quase quatro Nicoles.

São 23 estados mais o Distrito Federal representados. As exceções: Acre, Alagoas e Amapá. Ao todo, 250 homens e 236 mulheres, ou seja, 51,5% de homens e 48,5% de mulheres na delegação brasileira. Assim, na questão de gênero, esta é a delegação brasileira mais equilibrada da história dos Jogos Pan-Americanos.

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As mulheres estão mais presentes, mas há também as ausências. Neste Pan de Lima, o Brasil não vai ter representantes em mais de dez modalidades. Em algumas, como pelota basca, o país não tem mesmo tradição. Mas outros são mais preocupantes, como futebol e basquete masculino. Nesses dois exemplos a palavra é fracasso mesmo. A seleção sub-20 de futebol ficou em quinto no sul-americano que dava 3 vagas. Já o basquete, atual campeão do Pan, não conseguiu se classificar pela primeira vez na história.

Importante explicar que as mulheres do futebol só não foram para o Pan de Lima porque disputaram a Copa do Mundo na França. E uma vaga excluía a outra. Assim, o Time Brasil não vai ter Marta e Cristiane. Mas a lista de estrelas brasileiras será extensa. Com o três vezes medalhistas olímpico Isaquias Queiroz, da canoagem velocidade.

- Quero defender o meu título nos 1000 metros e no C2 a gente quer ir um pouco melhor. Eu acho que quem vai dar problema para gente são os cubanos, a gente vai naquele foco visando a preparação pro Mundial, mas querendo sempre ganhar um título ali pra representar bem o Brasil – diz Isaquias.

Ao todo são 11 medalhistas olímpicos do Brasil em Lima. Recordista em pódios pan-americanos em atividade, com nove medalhas, o velejador Cláudio Biekarck não pensa em relaxar na disputa em Lima e garante que a experiência pode fazer a diferença na busca pelo décimo pódio.

- A pressão sempre tá aí, a vontade de fazer um bom resultado, sabe? Venho de nove medalhas... pô, na décima, vou deixar escapar? Não vou!

Esse será o elenco brasileiro em Lima. Aproveite a sessão e não se esqueça de convidar filhos, sobrinhos, irmãos mais novos... Um grande atleta pode estar aí no sofá de casa. E, como no caso da Victória, basta uma cena para ele despertar.