Processo da Lava Jato no Paraná contra Paulo Vieira de Souza, operador ligado ao PSDB, é encaminhado à Justiça de SP
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Processo da Lava Jato no Paraná contra Paulo Vieira de Souza, operador ligado ao PSDB, é encaminhado à Justiça de SP

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O juiz federal Luiz Antônio Bonat, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, encaminhou nesta segunda-feira (7), o processo da Operação Lava Jato contra Paulo Vieira de Souza, operador financeiro ligado ao PSDB, para a 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo.

Bonat mandou o processo para a Justiça paulista por determinação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Os desembargadores da 8ª turma aceitaram recurso de Paulo Vieira que questionou a competência da Justiça Federal do Paraná para julgar o caso.

O processo em Curitiba estava na fase de instrução, e as testemunhas de acusação já foram ouvidas.

Paulo Vieira de Souza foi preso duas vezes pela Lava Jato. A última, em fevereiro deste ano na 60ª fase da Operação Lava Jato, em São Paulo. Desde março, ele está preso no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Conforme o Ministério Público Federal (MPF), "as investigações revelaram um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, em sucessivas camadas, realizadas no Brasil e no exterior".

De acordo com as investigações, Souza mantinha um apartamento somente para guardar o dinheiro. Segundo o procurador, o operador tinha cerca de R$ 100 milhões em espécie em dois apartamentos em São Paulo.

Segundo a força-tarefa, Souza foi denunciado por embaraço de investigação pelo fato de ter ocultado aparelhos celulares com a intenção de encobrir provas.

A Polícia Federal (PF) encontrou vários cabos e carregadores, mas nenhum celular no apartamento dele, ao cumprir mandado de busca e apreensão.

A operação "Ad Infinitum" foi feita com base em depoimentos de doleiros e funcionários da Odebrecht em fases anteriores da Lava Jato.

Souza é suspeito de participar de desvios de dinheiro nos governos do PSDB em São Paulo entre 2009 e 2011, de José Serra e Geraldo Alckmin.

A defesa de Paulo Vieira de Souza não quis se manifestar à respeito da transferência do processo para São Paulo.

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