Justiça

Justiça nega lockdown em Manaus

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A Justiça do Amazonas negou o pedido para determinar o isolamento total na capital Manaus. O chamando lockdown foi solicitado pelo Ministério Público do Estado.


A decisão foi proferida na noite dessa quarta-feira, pelo juiz Ronnie Frank Stone, da 1ª Vara da Fazenda Pública.


Para o magistrado, nesse momento de enorme tensão cabe aos Chefes do Executivo Estadual e Municipal decidir, sem atropelos, sobre eventuais ajustes nas medidas de isolamento. Na decisão o juiz Ronnie Frank registra que é necessário um debate amplo, com outros setores da sociedade, diante das consequências de restrições dessa natureza.


O governador Wilson Lima afirmou que as forças de segurança não dispõem de efetivo na quantidade necessária para fiscalizar as restrições já impostas.


Para conter a disseminação do novo coronavírus um decreto já determina o fechamento do comércio em Manaus e o uso de máscaras, além de proibir aglomerações.


Porém, segundo relato do governador, em alguns casos, a polícia fecha um estabelecimento de manhã, mas à tarde ele está novamente aberto.


O médico Henrique Freitas chegou esta semana em Manaus para atuar no combate a Covid-19. Ele relata que viu por diversas vezes o descumprimento das medidas para conter o coronavírus.


O Ministério Público do Amazonas informou que vai recorrer da decisão. O MP entende que os números sobre o avanço da pandemia no estado e a ascendência da curva de contaminação da Covid-19 são motivos suficientes para a adoção do lockdown.


Entre terça e quarta-feira, o Amazonas registrou 1.134 novos casos de Covid-19 e mais 102 mortes. Agora, o estado já totaliza 9.243 casos confirmados do novo coronavírus e 751 óbitos.