Falha de Cobertura aponta justiça: "Título estranho, mas merecido pois Peru campeão seria demais"
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Falha de Cobertura aponta justiça: "Título estranho, mas merecido pois Peru campeão seria demais"

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A seleção brasileira venceu o Peru por 3 a 1 neste domingo, no Maracanã, e conquistou a Copa América. Se a torcida brasileira já estava confiante desde o início da competição, o título surpreendeu a galera do Falha de Cobertura, que durante toda a campanha se mostrava preocupada com as atuações dos comandados de Tite. Mas, por fim, os comunicadores diplomados enxergaram justiça com o desfecho:

– É um título estranho, mas merecido porque o Peru campeão seria demais – ponderou o narrador Craque Daniel.

O comentarista Cerginho da Pereira Nunes cumpriu a promessa feita após a semifinal e bebeu um copo cheio de água. Mas Craque Daniel fez uma análise profunda em forma de desabafo e alertou o povo brasileiro para conter a felicidade:

– Brasil campeão. E promessas têm que ser cumpridas. Mas o Brasil tem que adotar o estilo Zagallo nesse título e não aceitar comemorar com alegria. Nem a festa ou a vitória devem tirar a mágoa do brasileiro. As entrevistas nesses tempos de glória, comemorações, promessas cumpridas, servem para isso: destilar nossos rancores de forma aleatória em quem nos criticou, quem talvez tenha nos criticado ou simplesmente quem estava por perto.

– Nós que começamos esse programa no ponto mais fundo do buraco do futebol brasileiro em 2014, nascemos com essa sina. A Copa América finalmente acabou. Saímos vitoriosos, mas saímos quem? Vimos sonhos demais derreterem em nossa frente para ficarmos felizes com uma mísera Copa América. Agora vão dizer que saímos vitoriosos? Não saímos vitoriosos.

Veja outros destaques da transmissão do Falha de Cobertura de Brasil 3 x 1 Peru:

  • No pré-jogo, o narrador Craque Daniel já mostrava sua expectativa pelo título diante da fragilidade do adversário, que já havia sido goleado pela Seleção por 5 a 0 na fase de grupos:

– Bote sua amarelinha de protesto. Um mês desperdiçado, uma busca interminável e impossível por prazer. O bom senso venceu: Peru na final, o que vínhamos pedindo desde o começo. (...) E quero deixar um recado para o Messi. Seu Messi, no dia que fizer uma copa na sua casa, coloca um árbitro seu. Copa aqui o árbitro é nosso.

  • O comentarista de arbitragem, Julinho da Van, porém se mostrava preocupado com a "artimanha" do peruano Cueva de estar jogando o torneio com a carta de baralho de um mágico no meião:

– Tem que jogar para a torcida, futebol é entretenimento. Arbitragem tem que estar atenta porque o Cueva está jogando com carta de baralho no meião, está dando sorte, isso é irregular. Cadê o comprometimento dos mágicos brasileiros nesse momento? Nossos mágicos estão sendo omissos com o Brasil.

  • Já o Repórter Edvaldo destacou em sua primeira participação que durante a semana houve um "climão" entre Gabriel Jesus e o comentarista da Globo Casagrande:

– Durante a semana tivemos uma polêmica envolvendo Gabriel Jesus e Casagrande, centroavante de poucos gols e títulos pela Seleção. Ele tentou uma aproximação, que foi rechaçada.

– Esquentou a rivalidade dos centroavantes com menos gols pela Seleção. Quando se encontram, sai faísca – completou Craque Daniel.

  • A transmissão deste domingo teve um segundo repórter, Renan, que estava acompanhando o Peru:

– O destaque do Peru é o Cueva, que é um caso raríssimo de atleta marrento e ruim. É fácil ser marrento sendo o Romário. Mas sendo o Cueva exige muita personalidade.

  • Outro comentarista do Falha, o Poeta de Sunga não pôde participar da transmissão e mandou uma mensagem:

– Temos uma mensagem enviada pelo poeta de sunga, que está acamado, dizendo que hoje é dia de mercúrio retrógrado: o Brasil é de virgem, pelo dia da independência, e virgem é regido por mercúrio.

  • O jogo começou, e Craque Daniel já alertava:

– Ganhar a Copa América pode não significar muita coisa, mas perder a Copa América pode significar menos ainda.

– Não se comemora Copa América, assim como não se comemora Taça Guanabara. Quando se ganha, chega em casa e não fala nada – complementou Cerginho.

  • No primeiro lance de perigo do Peru no jogo, a mesa já destacou a habilidade de Alisson:

– Alisson que havia se destacado como o goleiro das não defesas na Copa do Mundo, agora é o das defesas fáceis, como naquela falta do Messi – disse o narrador.

– E também na disputa de pênaltis contra o Paraguai, não defendendo o pênalti que o paraguaio botou para fora – observou Cerginho.

  • Mas a bola rolou por 10 minutos e mais nada aconteceu, para desespero de Julinho da Van:

– Acho que o juiz está omisso. 10 minutos de jogo e nada aconteceu? Ele tem que inventar alguma coisa – afirmou, reclamando em seguida de uma falta

– Foi falta e o juiz perdeu oportunidade de dar amarelo para daqui a pouco expulsar e facilitar para o Brasil, porque o juiz é nosso.

  • Sobrou alfinetada em Coutinho:

– De repente o Coutinho está fazendo uma péssima Copa América para o time que contratou ele desistir da ideia – filosofou Cerginho da Pereira Nunes.

  • Aí o Brasil marcou o primeiro gol com Everton Cebolinha, e o narrador fez mea-culpa:

– Ele vinha sendo criticado pela gente aqui hoje. A água está vindo Cerginho, Brasil rumo ao título. Um gol que a torcida do Flamengo conhece muito bem, nas costas do Trauco.

– O Cebolinha não ia fazer. Ele aponta, fala "cruza aí", mas como a bola sobrou para ele, falou: "Aí já é demais". E fez – fez coro cerginho.

  • Com o Brasil em vantagem, o Repórter Edivaldo deu um panorama do clima no meio da torcida no Maracanã:

– Torcida está na expectativa de um grande jogo ou de uma pancadaria generalizada no final. O time do Peru não tem nenhuma tradição nem na violência, a tradição deles é fazer versão de musica do Kenny G em flauta inca.

– Peru teve a chance de ser eliminado na fase de grupos, nas quartas de final e na semifinal, mas desperdiçou todas as oportunidades. Insistiu em chegar até aqui e perder do mesmo jeito, mas gastando muito mais tempo e energia. Lamentável – lembrou o outro repórter, Renan.

  • O jogo caminhava tranquilo, mas Cerginho foi alertado de um perigo por um internauta:

– O que a gente viu nessa Copa América foi a eliminação de fantasmas. O Brasil acabou com fantasma de perder nos pênaltis para o Paraguai. Depois de vencer uma semifinal no Mineirão. Mas agora não tem mais fantasma. O ideal seria o Uruguai ter chegado à final para a gente eliminar mais um fantasma. Meu medo agora é acabar criando um novo fantasma perdendo para o Peru.

  • Craque Daniel minimizou a raiva que os brasileiros passam com a Seleção citando chilenos e uruguaios e até lembrou que o Campeonato Brasileiro e seus grandes jogos vão voltar:

– Fico pensando nas equipes que foram derrotadas pelo Peru. Se a gente passa raiva com o Brasil, imaginem o torcedor do Chile e Uruguai, o desespero que deve ser.

– Você que está com saudade do Campeonato Brasileiro, fica tranquilo, sábado que vem tem Fortaleza x Avaí.

  • Mas logo eles perceberam um grande perigo que rondava o Brasil:

– Perigo do gol cedo é autoexplicativo, permite que o adversário tenha tempo para reagir. Se tivesse feito aos 40 do segundo tempo, além de ser mais emocionante, não daria tempo para Peru tentar uma reação – citou Craque Daniel.

– E o juiz Sérgio Moro está aí, que a gente sabe que joga para a torcida. Não duvido nada que tenha tido um telefonema, um áudio vazado ou um hacker – fez coro Cerginho.

  • E não é que o Peru empatou? Guerrero, de pênalti.

– A gente comenta até com certo receio, porque você comentou sobre o Cebolinha. Ele foi lá e te deu a resposta. Aí a gente dá uma observação atenta ao Gareca dando instrução confusa. Pênalti para o Peru – observou Cerginho.

– Deu certo. Pênalti veio de um toque extremamente confuso. Não podemos subestimar como o Gareca tem a equipe nas mãos – completou Craque Daniel.

  • Mas no finalzinho do primeiro tempo o Brasil voltou à frente do placar com Gabriel Jesus.

– Ele aponta para o escudo da CBF com medo que a arbitragem anule. Arthur sem opção para o seu toque de lado, com medo, receio, e Gabriel Jesus não teve dúvidas – disse o narrador.

– Carta do Cueva não adiantou, é de magic. Sai derrotado, mas nada que o Peru não esteja acostumado – salientou Cerginho.

  • No intervalo, Craque Daniel fez uma comparação da atuação do Brasil com estudantes pré-vestibular:

– O Brasil está fazendo o suficiente para vencer. Fez um, o Peru empatou, aí foi lá e fez outro. O Brasil é aquele estudante que faz de tudo para passar em último, como suplente. Para se certificar de que não estudou nem um minuto a mais do necessário. Esse é o estudante que temos que enaltecer.

– Estudante malandro passa para o segundo semestre – completou Julinho da Van.

  • Quando o segundo tempo começou, a mesa observou Tite gritando muito com Everton Cebolinha, mas o Repórter Edvaldo explicou:

– Essa relação do Tite com Cebolinha, de ficar gritando muito com ele e não tirar, é como de um pai. O Tite é um pai para esses jogadores, e muitas vezes pai tem filho para quê? Para descarregar a raiva nele.

  • Àquela altura, Cerginho sentia falta de Daniel Alves, que havia feito um partidaço contra a Argentina na semifinal:

– O Daniel Alves está sumido do jogo. Não deve ter tomado o polivitamínico dele, o ômega 3.

  • Julinho da Van destacou que o Peru poderia fazer história e ganhar muito mais que o título:

– Tem muito em jogo para o Peru nessa partida. Pelo critério da Fifa, qualquer time que tem o Cueva e é campeão ganha duas taças, uma viagem para a Disney e os atletas são canonizados pelo Papa em Roma.

  • Mas Everton Cebolinha continuava bem, e Cerginho da Pereira Nunes já o elogiava:

– O Everton é um jogador que no meio dos boleiros chama de rocambole, que se enrola com a bola, mas é muito bom.

  • Aí Gabriel Jesus foi expulso, e Craque Daniel bradou:

– Já tá expulso pode sair empurrando todo mundo. Hora de dar soco, chute. É igual último dia de aula na escola, sai desenhando pênis em tudo que é lugar. E ele cospe no chão desidratando o próprio corpo. Queria saber se o Messi está assistindo isso agora para dizer que o Brasil está sendo favorecido. Jogo que era tranquilo ganha ares de drama no Maracanã.

  • Julinho da Van fez até uma leitura labial de Gabriel Jesus, que saiu chorando:

– Posso trazer a leitura labial? O Gabriel Jesus culpou o Messi por essa expulsão dizendo: 'Ele falou que ele roubava pra gente'. Não é piada, eu li os lábios dele.

– Temos imagem do Gabriel Jesus socando a cabine do VAR. Ele volta sua ira contra um aparelho de plástico que não revida – observou depois Craque Daniel.

– De repente foi ataque ao plástico, que está sendo inimigo de todos. As tartarugas agradecem – ponderou Cerginho.

  • Tite então chamou Richarlison para entrar, o que foi visto como uma estratégia de desespero:

– Medida desesperada do estrategista Tite colocando o Richarlison, um atleta com caxumba para tentar transmitir o vírus para o Peru – disse Craque Daniel, que narrou ao ver a pressão do Peru com um a mais em campo:

– Peru pressiona. Quem diria, meus amigos?

  • Mas Everton Cebolinha apareceu de novo, fez grande jogada e sofreu um pênalti duvidoso.

– Juiz é maluco. Trombada e marcou. Não tem mais nada do que ombro a ombro do que esse ombro a ombro aí. Messi vai abrir até uma conta no Twitter para reclamar – destacou o narrador.

– Juiz comprometido com o espetáculo, se ele ver que o jogo está morno, ele leva para o penal. Se a torcida está triste, ele deixa feliz. Isso é um juiz sério – elogiou Julinho da Van.

  • Após o juiz consultar o VAR e confirmar o pênalti, Richarlison bateu e converteu:

– É do Brasil, da caxumba, de Richarlison. Ele arranca a camisa contaminada pelo vírus, atira no gramado com a esperança de levar consigo o maior número de pessoas possível – criticou Craque Daniel.

– Em relação à comemoração, caxumba não tem vacina. Único jeito de se vacinar é pegando a doença. Richarlison está no movimento de vacinação, pegar caxumba logo, mete atestado de 15 dias, e todo mundo vai curtir o título – observou Cerginho.

  • Com 3 a 1, o Brasil cozinhou o jogo nos minutos finais e se sagrou campeão.

– O Brasil de Willian, da caxumba, da água, é campeão da Copa América. (...) Eu nunca vi tantos jogadores incapazes de vestir essa camisa junto. É uma seleção brasileira histórica. É até difícil pronunciar essas palavras, mas Fagner é campeão pela Seleção, Allan é campeão pela Seleção, David Neres é campeão pela Seleção, Firmino é campeão pela Seleção... É um episódio de Além da Imaginação esse título – narrou Craque Daniel.

– Olha a alegria do goleiro Cássio. Viajou, passou esse tempo todo dormindo tranquilo, comendo, e está aí com a premiação – destacou Cerginho.

  • O Repórter Edvaldo encerrou sua participação citando a possibilidade de Tite deixar o cargo de técnico da seleção brasileira, mas Julinho da Van discordou:

– Tite pode deixar o cargo imediatamente porque está acontecendo um desmanche na equipe dele. Se o Tite deixar de fazer o trabalho dele porque perdeu Sylvinho e Edu Gaspar é porque não estava com vontade nenhuma de trabalhar.

– É igual terminar um namoro porque perdeu um tio. Não tem sentido nenhum – rebateu Julinho.

  • Por sua vez, o Repórter Renan se despediu da transmissão com uma informação:

– A melhor colocação na Copa América do Peru foi no ano de 700 Antes de Cristo, quando só existia o Peru no continente e na competição. E nessa Copa América obteve outro grande resultado. Parabéns, Peru.

  • No fim, foi a vez de Cerginho da Pereira Nunes cumprir a sua promessa pelo título do Brasil e beber um copo cheio de água e se emocionar:

– Antes eu queria, para todos, evocar o mestre Zagallo nesse título, tem muito dele aqui. Esse copo d'água, vitoria pessoal minha, na raça, daquele que ama o Brasil, não daqueles que repudiam. Vocês vão ter que me engolir.

– É muita emoção. Cerginho, tenho certeza que no ano que vem você vai estar pronto para mais um copo d'água depois da Olimpíada – previu Craque Daniel.

  • Antes de terminar a transmissão, Julinho da Van apresentou uma novidade: o making of do "Choque de Cultura Show", que começa em julho na Globo.