Economia dos EUA segue crescendo, apesar de questões comerciais, diz Fed em Livro Bege
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Economia dos EUA segue crescendo, apesar de questões comerciais, diz Fed em Livro Bege

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A economia dos Estados Unidos seguiu crescendo a uma taxa "modesta" nas últimas semanas, com um cenário "em geral positivo", mesmo diante dos problemas causados pela política comercial norte-americana, informou o Federal Reserve nesta quarta-feira (17).

O emprego continuou a crescer e os "mercados de trabalho permaneceram apertados, com os contatos em todo o país enfrentando dificuldades para preencher vagas abertas", informou o Fed em seu Livro Bege com relatos de empresas em todo o país.

"O cenário em geral foi positivo para os próximos meses, com expectativas de crescimento modesto contínuo, apesar das preocupações sobre o possível impacto negativo da incerteza relacionada ao comércio."

O documento refletiu uma economia que estava em boa forma antes da reunião do Fed de 30 e 31 de julho, na qual o banco central deve reduzir os juros. De fato, a aparente força da economia levou algumas autoridades do Fed a questionar se um corte é necessário.

Mas o texto mais detalhado mostrou porque o corte deve de fato ocorrer, com as empresas se adaptando rapidamente a problemas de cadeia de oferta, tarifas, vistos e outros. Ligado tanto ao enfraquecimento da economia global quando às políticas do governo, essas questões relacionadas a comércio forneceram o principal elemento de dúvida no relatório.

Uma pesquisa do Fed de Dallas com 360 empresas mostrou que 28% foram "afetadas negativamente" por tarifas recentes, com apenas 5% sentindo impacto positivo.

O relatório destacou o surgimento de fraqueza nos negócios de empresas de transporte, problemas relacionados ao comércio na indústria e mesmo dispensas com as empresas transferindo a produção final de bens que usam peças chinesas dos EUA para outros lugares.

O Livro Bege foi compilado pelo Fed de San Francisco com relatórios colhidos de todos os 12 bancos regionais antes de 8 de julho, período que incluiu novas ameaças de tarifas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, contra o México, bem como a subsequente trégua nessa e outras tensões comerciais.