Lançamento de míssil pela Coreia do Norte - Agência Reuters
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Internacional

Coreia do Norte dispara mais dois mísseis para o mar

É o quarto lançamento de armas neste mês


Publicado em 17 de Janeiro de 2022 às 09:24 Por RTP - Seul (Ver Fonte)

A Coreia do Norte disparou nesta segunda-feira (17) para o mar o que se suspeita serem dois mísseis balísticos. É o quarto lançamento de armas este mês, de acordo com o Exército da Coreia do Sul.

Os chefes do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disseram que o Norte teria disparado dois mísseis balísticos de uma área em Sunan, a localização do aeroporto internacional de Pyongyang.

O Gabinete do primeiro-ministro do Japão também informou que foi detectado possível lançamento de mísseis balísticos da Coreia do Norte, sem fornecer detalhes.

A Guarda Costeira nipônica emitiu aviso para os navios que percorrem as águas japonesas se precaverem.

O lançamento ocorre após a Coreia do Norte ter realizado testes de voo de suposto míssil hipersônico em 5 e 11 de janeiro e também de mísseis balísticos, em aparente represália por novas sanções impostas pelos Estados Unidos (EUA).

Pyongyang tem intensificado nos últimos meses os testes de novos mísseis, concebidos para reforçar as defesas antimíssil na região.

Especialistas dizem que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, está voltando à técnica testada e comprovada de pressionar os EUA e vizinhos regionais com lançamentos de mísseis e ameaças, antes de oferecer negociações destinadas a obter concessões.

Estratégia diplomática liderada pelos EUA, com o objetivo de convencer a Coreia do Norte a abandonar o programa de armas nucleares, entrou em colapso em 2019, após a administração liderada por Donald Trump ter rejeitado as exigências de Kim Jong-un, de aliviar sanções em troca de uma rendição parcial de sua capacidade nuclear.

Desde então, o líder norte-coreano comprometeu-se a expandir ainda mais o arsenal nuclear, que vê como garantia de sobrevivência, apesar do impacto na economia do país devido ao fechamento de fronteiras adotado com a pandemia de covid-19 e as sanções lideradas pelos Estados Unidos.