Análise: sonolento sobretudo na etapa final, Botafogo é presa fácil para o Fortaleza no Castelão
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Análise: sonolento sobretudo na etapa final, Botafogo é presa fácil para o Fortaleza no Castelão

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Em uma das piores atuações sob o comando de Eduardo Barroca, o Botafogo deixou seus torcedores preocupadíssimos após a derrota por 1 a 0 para o Fortaleza. Sonolento e mais uma vez paupérrimo na criação de jogadas, foi presa fácil no Castelão. Chamou atenção principalmente após ser vazado, no segundo tempo. Não reagiu.

O treinador chegou a se desesperar na parte final do jogo, quando o time não conseguia sair do campo de defesa. Gesticulou, deixou a área técnica, mas o time não respondia.

Embora Barroca tente incutir na mente dos atletas um jogo de protagonismo, o Botafogo esperou o Fortaleza em seu campo no primeiro tempo. Teve até um início animador, mas os donos da casa mantiveram a posse de bola na intermediária ofensiva e levavam perigo pela esquerda, por onde Osvaldo ganhou a maior parte das disputas individuais com Fernando.

Os cariocas só tiveram duas chances reais no primeiro tempo. Uma em contra-ataque de Diego Souza, que achou Cícero dentro da área com bom passe. O camisa 5 chutou em cima do goleiro Marcelo Boeck. A outra foi num quase gol olímpico de Marcinho. Diego ainda teve um gol bem anulado.

O Fortaleza também não foi um primor, porém, com um jogo de imposição e velocidade, buscou estar próximo do gol de Gatito o tempo inteiro e colocou duas bolas na trave.

Se já era ruim na etapa inicial, time piora nos 45 finais

Os times voltaram do intervalo na mesma pegada. O Fortaleza mais em cima, e o Botafogo pouco criativo. De tanto buscar o gol, a equipe de Rogério Ceni conseguiu abrir o placar na bola parada. Antes disso, já tinha feito um com André Luís em jogada na qual se livrou facilmente de Fernando, mas o trio invalidou. André estava um pouco à frente de Marcelo.

No gol que valeu, o Botafogo tinha três jogadores na disputa. Gatito, Lucas Barros e Marcelo Benevenuto contra Jackson. Marcelo se antecipou, mas cabeceou contra a própria baliza. Mais um erro do zagueiro num curto espaço de tempo. Não vive bom momento.

Barroca tentou mudar o time com as entradas de Marcos Vinícius e Valencia nas vagas de Luiz Fernando e João Paulo. Embora ambos tenham uma capacidade maior no passe e busquem as finalizações de fora da área, agregaram muito pouco.

Aos 30 minutos, uma reação de Barroca escancarou a sonolenta atuação do Botafogo. Se revoltou com a postura do time, deixou a área técnica e começou a esbravejar, pedindo que o time saísse do campo de defesa. Em vão. O time seguiu sem forças para responder e acabou derrotado.

Tentou também sem sucesso com a entrada Victor Rangel no lugar de Cícero, jogador que raramente Barroca substituiu, mas a mexida não surtiu efeito.

A gordura em relação à zona de rebaixamento ainda é boa, são oito pontos. O nível do futebol apresentado pelo Botafogo nos últimos jogos, porém, preocupa demais. Falta criatividade, poder de reação e de fogo. É o momento de maior fragilidade da equipe no Brasileirão.

A famosa frase do eterno presidente do Fluminense Francisco Horta resume a necessidade alvinegra para o clássico do próximo domingo: "Vencer ou vencer".

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