Workshop em São Carlos reúne professores e alunos para resolver problemas de empresas e ONGs
São Carlos e Araraquara

Workshop em São Carlos reúne professores e alunos para resolver problemas de empresas e ONGs

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Estudantes e professores de vários cursos de exatas de universidades de todo o Brasil estão reunidos na Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP), para participar de um workshop que tem o objetivo de resolver problemas reais apresentados por empresas e ONGs.

Empresas e universidades

O evento realizado pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) é anual e tem o objetivo de aproximar empresas e universidades.

Todo mês de julho, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) abre as portas para empresas que tenham problemas relacionados a matemática, estatística, ciência de dados, otimização, mecânica dos fluidos e áreas afins.

As instituições interessadas apresentam os problemas a um corpo de alunos e docentes, que ficam, por uma semana, buscando alternativas para avançar ou até solucionar as questões apresentadas.

Este ano, a 5ª edição do evento, que reúne sete problemas de instituições variadas – Arquivei, Senai Florianópolis, Imaflora, Porto Seguro, Bionexo, Cepel/Eletrobras e uma multinacional estadunidense – e que serão resolvidos pelos 125 participantes.

A Arquivei, de São Carlos, quer encontrar uma maneira de ajudar os clientes a reduzirem seus custos. Em poucos dias, a empresa recebeu três propostas de solução.

“É uma oportunidade de encontrar diferentes tipos de profissionais que nos ajudam a pensar diferente para buscar uma solução que nos atenderá nos problemas do dia a dia”, afirmou diretor de inovação Fabiano Cleante Garcia.

A Imaflora foi atraída para o workshop na tentativa de criar métodos eficazes para combater o desmatamento e trouxe mais de um milhão de registros de Rondônia e Acre.

“Se ocorre um desmatamento ele está associado à venda daquela madeira, então estamos tentando entender como é que essa madeira foi transportada, de onde ela vem, que espécies que estão ali”, explicou o coordenador de tecnologia da informação da ONG, Robson Feichas Vieira.

Busca de soluções

Os participantes são divididos em grupos de acordo com o seu perfil e os problemas apresentados. Eles precisam se informar rapidamente dos problemas, pesquisar o que já foi feito na área e partir para a busca das soluções.

A mestranda do curso de matemática aplicada e computacional da Unesp de Presidente Prudente Beatriz Liara Carreira faz parte da turma que analisa e explora possibilidades.

“A gente vai se dividir para analisar o banco de dados, ver como esses dados estão se comportando para ajudar os outros grupos a resolver o problema.”

O Senai de Florianópolis que melhorar o desempenho de máquinas utilizadas no beneficiamento de soja.

“É um desafio matemático bem grande conseguir uma boa regulagem até porque a maquina é um processo complexo, a gente tem poucos dados do o funcionamento”, afirmou o pesquisador do Senai Márcio da Silva Arantes.

Para o coordenador de transferência do CeMEAI/USP, Francisco Louzada, a experiência é proveitosa tanto para as empresas quanto para os participantes.

“Os problemas que são apresentados são muito interessantes e a gente se surpreende com as soluções criativas apresentadas pelos alunos.”

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