Vacina é a forma mais eficaz de prevenir a febre amarela
Einstein e sua saúde

Vacina é a forma mais eficaz de prevenir a febre amarela

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O aumento da incidência de febre amarela acendeu o alerta para a importância da imunização. Entre dezembro de 2017 e maio de 2018, 483 pessoas morreram no país, o que representou um aumento de 84% no número de casos fatais em comparação com o mesmo período do ano anterior. Para reduzir essa estatística, os especialistas avisam: a vacina aparece como a principal forma de prevenir a enfermidade. “Mesmo com medidas para evitar a picada do mosquito transmissor do vírus, a vacina, dentro das suas indicações, ainda é a forma mais eficaz e segura”, assegura Alfredo Gilio, coordenador médico da Clínica de Imunização da Medicina Diagnóstica Einstein.

A transmissão costuma ocorrer em áreas silvestres. Os principais transmissores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes que, infectados, podem picar a pessoa que entra na mata ou que está próxima à vegetação à beira de rios, considerada área de risco. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa. A maior incidência da doença acontece entre os meses de janeiro e abril, quando há um aumento da quantidade do mosquito transmissor.

“Na prática, o Brasil pode ser considerado uma grande área de risco. Exceto por algumas regiões no Nordeste, existem casos da doença em quase todas as cidades. Por isso, é necessário tomar a vacina, que tem dose única.”, observa Gilio. Ou seja: uma vez imunizado, a vacina dura para o resto da vida. Antigamente, a validade era de 10 anos, mas hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica dose única, orientação que já está sendo praticada por alguns laboratórios e fabricantes no Brasil.

Tire algumas dúvidas

1 - Macacos transmitem a febre amarela?

Não. Eles são tão vítimas como os humanos e ainda cumprem uma função nobre, segundo o Ministério do Meio Ambiente. “Ao contraírem o vírus, eles servem de alerta para o surgimento da doença no local. Desse modo, contribuem para que as autoridades sanitárias tomem logo medidas para proteger moradores ou pessoas de passagem na região”, explica nota do órgão. O documento foi lançado após agressões aos animais por pessoas com o receio infundado de que eles transmitem a doença.

2 - Quem pode tomar a vacina?

Todas as pessoas a partir 9 meses de idade até os 60 anos, em condições de saúde, podem tomá-la. Existem algumas contraindicações:

  • crianças abaixo de seis meses não podem tomar a vacina; entre 6 e 9 meses, o médico da criança pode avaliar se ela deve ou não tomar a vacina;
  • depois dos 60 anos, também deve-se avaliar pois a imunidade do paciente começa a sofrer alterações;
  • pessoas com alguma doença imunológica ou em condições que baixem sua imunidade devem avaliar, junto com o médico, se tomam ou não;
  • pessoas com alergia intensa a ovo não devem tomar, pois a vacina é produzida em ovo embrionado e pode haver resquícios na dose;
  • grávidas também devem recorrer à avaliação médica antes de decidir tomar a vacina.

3 - Não tomei a vacina. Quais são os sintomas da doença?

É importante procurar atendimento médico se apresentar sintomas como febre alta (acima de 38°C) de início súbito, mal-estar, dor de cabeça, dor muscular e calafrios. Podem ainda ocorrer náuseas, vômitos, diarréia e icterícia (coloração amarelada da pele, que caracteriza o nome da doença).

Vale lembrar que não existe um tratamento específico para cura da febre amarela. O tratamento combate os sintomas, ou seja, o paciente fica em repouso para recuperar a hidratação e controlar a febre. A internação hospitalar é indicada caso não haja melhora dos sintomas ou nos casos graves da doença.

4 - A vacina é fracionada?

Não. As doses só foram fracionadas no ano passado para o controle do surto. Em 2019, o país não adotou esse procedimento.

5 - Onde encontrar a vacina?

A vacina pode ser encontrada tanto na rede pública quanto na rede particular. Diversas unidades da Clínica de Imunização da Medicina Diagnóstica Einstein oferecem doses da vacina. Confira os locais nesta página.

6- Devo tomar a vacina para viajar?

A OMS recomenda que todo viajante acima de 9 meses de idade em deslocamento para áreas de risco tome a vacina pelo menos 10 dias antes. Em fevereiro, a entidade reforçou o alerta, pedindo para que todos os estrangeiros estejam imunizados ao visitar o Brasil. O mesmo cuidado vale para os brasileiros que vão para o exterior. Como o Brasil é considerado uma área de risco, os brasileiros precisam apresentar documentação de que estão vacinados caso viajem para uma série de outros países. A medida serve para evitar que a doença seja levada para esses lugares. “Para comprovar isso, existe um certificado internacional, elaborado pelo próprio Ministério da Saúde, e que pode ser solicitado por quem vai viajar”, afirma Gilio.

Esse serviço é oferecido na Clínica de Imunização da Medicina Diagnóstica Einstein, em São Paulo. O paciente faz o cadastro no site da Anvisa e se desloca até a clínica para receber a vacina. Ela deve solicitar o certificado internacional, que sai na hora e é encaminhado pela clínica ao Ministério da Saúde.

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