Usinas do Centro-Sul têm alta de 1,2% na moagem da cana e participação do etanol chega a 64,5%
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Usinas do Centro-Sul têm alta de 1,2% na moagem da cana e participação do etanol chega a 64,5%

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Um balanço divulgado nesta quarta-feira (24) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única) mostra uma alta de 1,21% no processamento da matéria-prima na região Centro-Sul do país.

No acumulado entre 1º de abril e 16 de setembro deste ano, as usinas processaram 437,75 milhões de toneladas de cana, contra 432,51 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado.

Os números mostram que a moagem, que começou abaixo da safra 2018/2019, passou a ser superior a partir da segunda quinzena de agosto. Somente na primeira quinzena de setembro foram 39,49 milhões de toneladas, com uma alta de 1,85%.

Segundo representantes do setor, a safra que se encerra no ano que vem pode chegar a 632 milhões de toneladas em todo o país, dos quais 583 milhões estão previstas para o Centro-Sul, que engloba grandes polos produtores como a região de Ribeirão Preto (SP).

Os números também mostram estabilidade no volume de etanol produzido, com 22,98 bilhões de litros - alta de 0,53% -, ainda que com uma diminuição de 1,58% no rendimento da cana para o derivado. Desse total, 15,9 bilhões de litros são de etanol hidratado - o que abastece diretamente os automóveis - e 7,010 bilhões de litros são de etanol anidro, que é misturado à gasolina.

A participação do álcool hoje é de 64,52% no ciclo 2019/2020, enquanto que no período anterior foi de 63,45%, confirmando a previsão de um mix ainda favorável ao combustível e contrariando a projeção de especialistas no início do ano para uma leve elevação do açúcar nesta safra.

Mesmo com uma baixa de 7,9% na primeira quinzena deste mês, no acumulado do ano as vendas de etanol estão em alta de 12,52%, com 15,5 bilhões de litros comercializados, dos quais 93% - 14,5 bilhões - são destinados ao mercado interno.

Com 20,01 milhões de toneladas no acumulado, o açúcar teve um recuo de 4,92% em comparação com 2018 e um rendimento 6% inferior. Somente na primeira quinzena de setembro, as usinas produziram 5,61% a menos, com um total de 2,037 milhões de toneladas.

Segundo a Unica, a expectativa é de que isso contribua para uma redução total de 1 milhão de toneladas na produção da safra.

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