Testamos o Google Maps com Realidade Aumentada
Mapas e localização

Testamos o Google Maps com Realidade Aumentada

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O melhor exemplo de uso da Realidade Aumentada (AR) é o game Pokémon GO: o usuário aponta o aparelho para o chão e vê ali o bichinho digital. Agora, no entanto, começam a aparecer outras aplicações com o uso da tecnologia. O Google Maps se enquadra nesta categoria: o gigante das buscas anunciou os primeiros testes combinando mapas e AR ainda em 2018. Agora foi a vez do TechTudo testar a funcionalidade, que não está disponível no Brasil.

O experimento ocorreu da maneira mais improvável possível: este intrépido repórter estava em San José, nos Estados Unidos, para a cobertura da WWDC 2019, conferência da Apple voltada para desenvolvedores. No deslocamento entre um compromisso e outro, o aplicativo para iPhone (iOS) avisou sobre funcionalidade – ainda em desenvolvimento.

Logo de cara, pode ser que o participante do teste fique um pouco apreensivo porque são vários os alertas de segurança. Basicamente, o Google Maps avisa que o usuário não fique olhando para o display. “Observe a rua e não caia no bueiro!” poderia ser um aviso permanente.

Os criadores da ferramenta recorrem à tecnologia para evitar acidentes. De tempos em tempos, a tela do telefone fica parcialmente preta para lembrar do deslocamento.

O funcionamento não poderia ser mais eficiente. Num momento, estou com o Maps aberto no mapa da região (visto de cima). Em outro, abre-se a imagem da câmera. A instrução é para apontá-la para frente, de preferência perto de placas, nomes de rua e fachadas de prédios. O sistema faz a leitura do ambiente e passa a mostrar uma gigantesca seta nos pontos em que é preciso mudar de direção, apresentando o caminho passo a passo.

A interface da navegação é rica de informações: mostra a distância até o a próxima mudança de rumo (só falta colocarem em metros; atualmente está em pés, o padrão dos Estados Unidos). Além da imagem em tempo real, a porção inferior do aplicativo também estampa um mapa que lembra a navegação do Waze, com o indicativo do que está à frente.

Chama a atenção o fato de as imagens da câmera perderem parte da cor, como se estivessem desbotadas. Pode ser uma técnica para que o usuário lembre sempre que está fitando o display e não o mundo real. O destino final é sinalizado pelo tradicional pino vermelho.

O Google diz combinar informações de câmera, GPS e Street View para chegar a este resultado. A tecnologia batizada de VPS (sigla para Sistema de Posicionamento Visual, numa variação do GPS) estima posição e orientação do usuário de forma mais precisa.

Funcionou muito bem em uma cidade pacata. Resta saber qual será o comportamento do Google Maps com AR em localidades com maior densidade populacional e concentração de smartphones. Afinal, quem nunca passou pela experiência de ver a bolinha azul do Maps pulando de um canto para outro ou girando loucamente?

O Google informou ao TechTudo que não tem uma previsão de quando a funcionalidade chegará ao Brasil.