Sobe e desce da Argentina: quem ganha espaço e quem fica para trás após a Copa América
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Sobe e desce da Argentina: quem ganha espaço e quem fica para trás após a Copa América

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Ainda falta a disputa pelo terceiro lugar contra o Chile, às 16h (de Brasília) de sábado, mas a Argentina já começa a fazer um balanço da Copa América e a projetar o futuro.

Sem vencer um título há 26 anos, a seleção veio ao Brasil com um grupo renovado, com jogadores jovens e de pouca ou nenhuma experiência com a camisa alviceleste. Alguns deles se destacaram, como o atacante Lautaro Martínez, um dos artilheiros do torneio com dois gols.

Por outro lado, teve medalhão perdendo espaço, como o meia Ángel Di María, que foi sacado do time titular ainda na segunda rodada do torneio.

Capitão e referência técnica, Messi já indicou que pretende continuar na seleção e não cogita a aposentadoria, como foi após o vice na última Copa América, em 2016. Mas quem estará ao lado dele no futuro?

Confira abaixo quem ganha espaço e quem fica para trás na Argentina depois da Copa América.

Lautaro Martínez

Começou a Copa América no banco de reservas, mas logo no segundo jogo, contra o Paraguai, assumiu a titularidade e não deixou mais a seleção.

Com seis gols em 11 jogos, Lautaro Martínez é o artilheiro da Argentina sob o comando de Lionel Scaloni.

O jogador da Inter de Milão tem apenas 21 anos e desponta como principal nome para substituir Higuaín, Lavezzi e outros atacantes da "velha geração".

Paredes

Apesar dos dribles desconcertantes que levou no primeiro gol do Brasil, na semifinal, o volante foi um dos destaques da Argentina nesta Copa América e não saiu de campo um minuto sequer.

Paredes atuou em todos os 14 jogos em que a seleção foi comandada por Scaloni.

Jogador do Paris Saint-Germain, estreou pela seleção em 2017, mas não foi convocado pelo técnico Jorge Sampaoli para a Copa do Mundo da Rússia. Agora, desponta como dono da posição, embora tenha estilo diferente de seu antecessor, Javier Mascherano. Camisa 10 do Boca Juniors no início da carreira, ele tem característica de ajudar mais na construção ofensiva. Por isso, guardadas as devidas proporções, é alvo de comparações com o ex-volante Fernando Redondo.

Armani

Antes da Copa América, o goleiro do River Plate tinha a posição questionada, mas ganhou a confiança da comissão técnica e a titularidade.

A principal atuação de Armani foi diante do Paraguai, quando fez boas defesas e pegou um pênalti de Derlis González no segundo tempo, garantindo o empate.

Idade pesa contra o camisa 1, que completa 33 anos em outubro.

Vale ficar de olho

O meio-campista Rodrigo de Paul, de 25 anos, foi outro jovem que ganhou espaço na Copa América. Ele começou na reserva e depois da segunda rodada assumiu a vaga no time. Porém, alternou bons e maus momentos e não foi bem na semifinal.

O zagueiro Foyth, de apenas 21 anos, também teve oportunidade. O jogador do Tottenham atuou improvisado na lateral direita contra Catar e Brasil.

Di María

Completou 100 jogos pela Argentina durante a Copa América, mas esteve muito apagado.

Titular na estreia, Di María foi para o banco a partir do segundo jogo, contra o Paraguai. Entrou nos jogos contra Venezuela e Brasil, mas quase nada produziu.

Aos 31 anos, o jogador do Paris Saint-Germain corre risco de ficar fora da seleção para o ciclo da Copa de 2022.

Matías Suárez

Atacante do River Plate foi uma das apostas do técnico Lionel Scaloni. Com 31 anos, ele nunca havia sido convocado para a seleção até o começo deste ano.

Na Copa América, mesmo com as dificuldades da Argentina para fazer gols, teve pouco espaço. Entrou no segundo tempo da primeira partida, contra a Colômbia, e nos minutos finais do duelo contra o Paraguai.

Também decepcionaram

Apesar do gol diante do Catar, Agüero esteve longe de ser brilhante nesta Copa América. Atacante chegou a ficar no banco de reservas no duelo contra o Paraguai.

O zagueiro Otamendi, embora tenha atuado todos os minutos da Argentina no torneio, não foi bem. Jogador do Manchester City cometeu vacilos na marcação e demonstrou muitas dificuldades na saída de bola.

Os laterais-direitos Saravia e Casco também foram mal, a ponto de Scaloni preferir improvisar um zagueiro do que utilizá-los diante de Venezuela e Brasil.