Menino de 10 anos cria 'empresa aérea', e diretor de companhia da Austrália dá conselhos
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Menino de 10 anos cria 'empresa aérea', e diretor de companhia da Austrália dá conselhos

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O australiano Alex Jacquot, de 10 anos, sonha em criar a própria companhia aérea: a Oceania Express. Ele diz já planejar quais modelos de avião deve incluir na frota, o serviço de bordo e até o número dos voos. O garoto, morador de Sydney, também "contratou" os diretores de finanças, TI, manutenção, jurídico, serviço de bordo e designou um amigo para ser o vice-CEO da nova empresa.

Alex, então, pediu conselhos para o CEO de uma concorrente – a Qantas, maior companhia aérea da Austrália. O menino enviou a Alan Joyce, chefe da empresa, uma carta com as seguintes perguntas:

  1. Como trabalhar para criar a companhia, já que ele está de férias da escola e não sabe por onde começar?
  2. Quais dicas para abrir uma empresa aérea?
  3. O que fazer para garantir o sono confortável dos passageiros de um voo de Sydney ou Melbourne para Londres – que, nas contas de Alex, durarão 25 horas?

"Por favor, leve-me a sério", escreveu Alex no início da carta.

Resposta do 'concorrente'

Alan Joyce, CEO da Qantas, levou o garoto a sério. "Eu ouvi alguns rumores de uma nova empresa no mercado, então eu admiro que você teve tempo de nos escrever", disse o diretor em carta ao menino.

"Primeiramente, eu devo dizer que eu não tenho o costume de dar conselhos aos meus concorrentes. Seu novo diretor jurídico deve ter algo a dizer sobre isso, também", advertiu Joyce.

O diretor da Qantas, porém, afirmou que se tratava de uma exceção. Afinal, como Joyce escreveu, ele mesmo foi "garoto muito curioso sobre aviação e todas suas possibilidades".

"Minha dica número um para começar uma companhia aérea é colocar segurança na frente e ao centro. E fazer tudo o que puder para tornar as viagens o mais barato e confortável possível para seus passageiros", aconselhou Joyce.

O CEO da Qantas ainda aproveitou o comunicado para convidar Alex a participar de encontro sobre um projeto da companhia australiana para design interno dos voos sem escala previstos entre a costa leste da Austrália e Londres – que, segundo a empresa, vão durar cerca de 21 horas.

"Para ajudar com o sono, nós estamos analisando desenhos de cabine diferentes, que possam dar às pessoas espaço para se esticarem e fazer exercícios", contou Joyce, na carta.

A carta foi enviada em fevereiro, mas apenas nesta semana a Qantas divulgou o conteúdo nas redes sociais. Segundo o jornal australiano "The Australian", o menino ainda espera uma data para se encontrar com o diretor da empresa "concorrente".