Lolla 2019 termina com Kendrick e Greta em dia de fãs devotos e novos 'clássicos' do rap e rock
Lollapalooza 2019

Lolla 2019 termina com Kendrick e Greta em dia de fãs devotos e novos 'clássicos' do rap e rock

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O último dia de Lollapalooza destacou nomes que podem ser considerados novos clássicos do rap, do rock e do rap rock performático.

Kendrick Lamar, Greta Van Fleet e Twenty One Pilots mostraram por que foram colocados no topo do cartaz deste domingo de festival.

O último dia de Lolla 2019 no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, também foi aquele com os fãs mais dedicados:

Veja, abaixo, resumos e VÍDEOS dos shows do 3º dia do Lolla

Kendrick Lamar

Rapper mais relevante da atualidade, Kendrick Lamar fechou festival com um show explosivo. Ele cumpriu expectativas rodeadas por seu gordo histórico de prêmios e a idolatria dos críticos. Kendrick é do tipo que não curte aparecer. É avesso a redes sociais, tem uma vida pessoal que muitos consideram entediante - ainda namora a garota dos tempos de colégio - e não deixou que seu show fosse transmitido na TV. Mas no palco é um furacão.

Twenty One Pilots

Foi um caos sonoro e performático o show excelente que a dupla Twenty One Pilots fez. Com estripulias e uma mistureba a cara da juventude, a apresentação da dupla teve de tudo: de diversidade sonora (rock, rap, pop, dance, reggae, às vezes tudo numa única mesma faixa) e um vocalista com disposição (e meio kamikaze, é verdade) escalando estruturas.

Greta Van Fleet

O Greta Van Fleet é uma banda que divide opiniões e o show no Lolla mostrou argumentos fortes para os dois lados. Quem acha o som deles um xerox de Led Zeppelin e similares dos anos 70 não viu nada de novo. Os vocais e até o colete de veludo com flores parece que saíram direto do armário do papai. Por outro lado, quem acha o som deles poderoso viu uma prova disso com os novatos conquistando o público. Leia mais sobre o Greta Van Fleet.

Years & Years

O trio Years & Years ofereceu alternativa ao rap de Kendrick. Em uma realidade paralela, a plateia dançou e se esqueceu dos problemas. Foi um show festivo que honrou a tradição do electropop britânico. O performático Olly Alexander mostrou boa voz e foi saudado com gritos de "Olly eu te amo". A plateia não estava lotada, mas com fãs devotos pela banda estreante no Brasil.

Iza

Iza mostrou seu pop empoderado com os hits de seu único disco, "Dona de mim" (como "Pesadão", participação de Falcão, ex-O Rappa). A cantora carioca também fez covers de Lady Gaga e Rihanna muito bem recebidos pelo público. Carismática e com repertório que destoa das outras divas do pop brasileiro, ela dá menos atenção ao funk para privilegiar o R&B. Leia mais sobre Iza.

Gabriel o Pensador

Gabriel o Pensador conquistou fãs, muitos nem nascidos quando ele estava no auge, com seus hits dos anos 90 e uma dose dupla de Charlie Brown Jr. em seu setlist. Ele fez cover de "Zóio de Lula", hit praiano da banda de Chorão. Na sequência, cantou "Fé na luta", com refrão de "Dias de luta, dias de glória", outro do Charlie Brown. Leia mais sobre o show do Pensador.

Interpol

De volta após show em 2015, todo mundo que bateu palma timidamente no Palco Onix deve ter notado: o Interpol segue o mesmo. O show da banda nova-iorquina ainda é dominado por canções sombrias, os integrantes vestem ternos escuros e tocam um pós-pós-punk às vezes dançante, mas sempre melancólico. Leia mais sobre o show do Interpol.

BK

Nome importante do novo rap brasileiro, o carioca BK mostrou versos espertos e com tom zero professoral, mesmo quando cantava/falava sério. A apresentação é dividida em três. Primeiro, o lado engajado; depois, faixas sobre relacionamentos amorosos; por fim, batidão pula-pula. Leia mais sobre o show do BK.

Pena que o público do palco principal estivesse meio vazio (normal para o horário meio ingrato, início de tarde). Quem não viu perdeu. Um dos que viram foi o rapper mineiro Djonga, que surgiu "disfarçado" na grade e falou ao G1 sobre rap e funk: "É a nossa música pop".