Justiça determina que faca usada em atentado contra Bolsonaro vire item de museu
Zona da Mata

Justiça determina que faca usada em atentado contra Bolsonaro vire item de museu

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O juiz da 3ª Vara da Justiça Federal de Juiz de Fora (MG), Bruno Savino, determinou nesta terça-feira (10) que faca utilizada no atentado contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se torne item de museu. O instrumento será encaminhado para o Museu da Academia Nacional de Polícia, em Brasília.

Na decisão em que o G1 teve acesso, constam também que os materiais com resquícios biológicos do presidente, como os curativos utilizados durante ao socorro, também sejam encaminhados e guardados no museu junto com a faca. A Justiça entendeu quer os itens têm valor histórico para o Brasil.

“De fato, não há dúvidas quanto ao relevante valor histórico da faca utilizada no atentado contra o Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e, consequentemente, quanto ao interesse de sua conservação em prol da história política recente do país”, afirmou em trecho da decisão.

Apesar do atentado contra o presidente, ainda durante ato de campanha, ter ocorrido em Juiz de Fora, a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal, responsável pelo inquérito, o item será levado para Brasília, onde fica o museu da instituição.

“A faca utilizada no crime, acompanhada dos suabes impregnados de amostras biológicas, sejam entregues pessoalmente ao Delegado de Polícia Federal, Dr. Rodrigo Morais Fernandes, que deverá providenciar o encaminhamento dos objetos ao Museu da Academia Nacional de Polícia”.

Investigação do caso é prorrogada

O procurador Marcelo Medina, do Ministério Público Federal de Minas Gerais, decidiu na semana passada prorrogar o segundo inquérito que investiga as circunstâncias do atentado a faca sofrido pelo presidente Jair Bolsonaro, há um ano, ainda durante a campanha eleitoral, em Juiz de Fora (MG).

O procurador acatou o pedido feito pelo delegado da Polícia Federal, Rodrigo Moraes. Medina prorrogou a investigação por 90 dias para inquirição de contato de Adélio Bispo e produção de informação acerca de suas redes sociais. E também, caso autorizado pelo TRF, conclusão da linha de investigação relacionada ao suposto terceiro contratante da Defesa.