JBS vê aumento na demanda após surto de peste suína na China
Agronegócios

JBS vê aumento na demanda após surto de peste suína na China

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A JBS, maior processadora de carne bovina do mundo, está pronta para colher os benefícios da demanda adicional decorrente da redução da produção de carne de porco na China por conta do surto de febre suína africana no país.

Nos primeiros quatro meses do ano, as vendas de carne bovina da unidade australiana para a China subiram 80%, disseram executivos da JBS nesta terça-feira (14) durante uma teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre.

"No Brasil, já estamos vendo um aumento nas exportações de carne suína, tanto em volume quanto em preço", disse a analistas o presidente-executivo, Gilberto Tomazoni.

O Rabobank calcula que a China pode abater até 200 milhões de porcos por conta do surto da doença.

Tomazoni afirmou esperar que as vendas de todas as proteínas, e não apenas da carne suína, aumentem devido ao vírus. Em dezembro do ano passado, o executivo já havia dito que a peste suína na China poderia beneficiar exportadores do Brasil e dos Estados Unidos.

O recente surto da doença na China impulsionará a geração de fluxo de caixa da JBS nos próximos trimestres, disseram analistas do Itaú BBA em nota aos clientes.

O Itaú acredita que a doença pode levar a JBS a gerar lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de até R$ 21 bilhões em 2020.

Às 15h23, as ações da JBS valorizavam-se mais de 6%, a R$ 21,07. Na véspera, a companhia informou que o lucro líquido mais do que dobrou no primeiro trimestre, a R$ 1 bilhão.

A receita líquida total subiu 11,5% no período, para R$ 44,37 bilhões com ajuda de sua divisão de carne bovina nos Estados Unidos e da Pilgrim's Pride.

Em cada uma dessas divisões, a receita líquida subiu mais de 15%, informou a JBS.