Intel Xeon vale a pena? Conheça linha de processadores de alta performance
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Intel Xeon vale a pena? Conheça linha de processadores de alta performance

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Os processadores Xeon da Intel foram criados principalmente para servidores, mas vêm aparecendo cada vez mais em computadores voltados para o consumidor final. É o caso de laptops poderosos, desktops voltados para trabalhos pesados e do novo Mac Pro da Apple, lançado na WWDC 2019. Com tecnologias avançadas, dezenas de núcleos e altas velocidades, esses chips ficam acima das CPUS Intel Core, que são mais em conta.

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Mas, afinal, será que vale a pena investir em um Intel Xeon para um PC gamer, por exemplo? Confira a seguir mais informações sobre os processadores da linha e tire suas dúvidas quanto ao custo-benefício e as especificações de cada modelo.

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Especificações

A linha Xeon da Intel é antiga, de 1998, e tem foco em uma parcela do mercado que exige de alta capacidade de processamento, acesso a tecnologias mais avançadas e está disposta a pagar mais caro por tudo isso. Esses chips, diferente dos Celeron, Pentium ou Core que podem ser encontrados com maior facilidade, atendem datacenters e servidores, além das chamadas workstations, que são máquinas focadas em trabalho pesado.

Os modelos atuais são bem diferentes, mas é possível dividir os Xeon em três grandes grupos. Há processadores voltados para workstations móveis (Xeon-E), que aparecem em laptops poderosos como os Dell Precision e os HP Zbook, e para desktops (Xeon-W), como é o caso do Mac Pro. Além disso, existe a linha Scalable, composta por uma grande quantidade de versões Silver, Gold e Platinum de chips direcionados especificamente para servidores.

Os Xeon-W foram recentemente atualizados pela Intel, trazendo modelos como o Xeon W-3275M. A CPU top de linha soma 28 núcleos e 56 threads, oferecendo velocidades de 2,5 GHz a 4,6 GHz. É o mesmo processador que aparece na versão mais cara do novo Mac Pro, por exemplo.

Um exemplo de CPU intermediária da linha Xeon é o W-3245M. De 16 núcleos e 32 linhas de execução, a CPU trabalha entre 3,2 e 4,6 GHz e tem perfil técnico parecido com o que o consumidor encontra nos Core i da linha X, a mais avançada da Intel para o consumidor doméstico. Para os Xeon usados em laptops, um exemplo é o E-2176M, hexa-core de 12 threads e velocidades entre 2,7 e 4,4 GHz, usado pela Dell nos Precision à venda no Brasil.

Desempenho

Considerando apenas os Xeon mais recentes, é possível afirmar que a linha concentra alguns dos processadores mais rápidos do portfólio atual da Intel. Caso o usuário esteja disposto a investir pesado em um novo chip, esses modelos devem funcionar muito bem para encarar qualquer tipo de tarefa.

Entretanto, como não são processadores voltados para o usuário final, não costumam aparecer em comparativos de performance mais convencionais com CPUs domésticas. No ranking do CPU Benchmark, por exemplo, é possível ver os Xeon em posições privilegiadas, sobretudo nas variantes Silver, Gold e Platinum, destinadas a datacenters. Unidades de processamento das linhas E, e especialmente das séries W mais atuais, ainda não foram testados e incluídos no ranking.

Consumo

Essa alta capacidade de trabalho acaba refletindo no gasto energético, e os processadores esquentam bastante. A linha Xeon-E, que contempla processadores para workstations móveis, atinge TDPs entre 65 e 95 Watts. Para se ter uma ideia, processadores voltados para laptops dificilmente passam dos 35 Watts de dissipação térmica.

Já a linha Xeon-W, pensada para máquinas maiores – como é o caso do novo Mac Pro – entrega mais performance e também atinge temperaturas bem maiores. Os valores de TDP dos produtos vão de 160 a 205 Watts.

Concorrentes

Atualmente, a AMD disputa mercado com a Intel no seguimento da workstations, oferecendo os processadores Threadripper. A principal diferença está no preço, já que os modelos da rival custam bem menos em relação aos Xeon. Ao contrário da Intel, que expandiu a linha para fora dos servidores, a AMD tem se mantido no segmento com os Epyc, que usam a arquitetura Zen dos chips para desktop da marca e substituem os antigos Opteron.

Custo-benefício

Ao combinar muitos núcleos e threads com altas velocidades, os processadores funcionam bem para atender demandas exigentes em aplicativos mais intensos, principalmente em relação a jogos. Por isso, investir em um chip da linha Xeon para um PC gamer pode não ser a melhor escolha do ponto de vista do custo-benefício, uma vez que é possível encontrar alternativas mais baratas e com níveis de performance suficientes para jogar.

É o caso dos próprios Threadripper, da AMD, além dos Ryzen de terceira geração, lançados recentemente. A Intel também oferece boas opções, como os processadores da linha K, com o Core i9 9900K, ou da linha X, da qual pertence o Core i9 9980XE.

Preços

Supondo que sua intenção seja montar um computador equivalente ao Mac Pro, capaz de encarar trabalhos profissionais mais pesados, como edição de vídeos e modelagem 3D, e rodar jogos com direito a altíssima performance, é preciso investir muito. O chip utilizado no modelo é o Xeon W-3275M, que está disponível no mercado dos Estados Unidos por US$ 7.453, aproximadamente R$ 28.935 em conversão direta. O mais intermediário W-3245M, por sua vez, sai por US$ 5.000, algo em torno de R$ 19.420.

Talvez seja interessante pensar em um computador já montado de fábrica, como é o caso dos iMac Pro. Na configuração mais baixa, com Xeon W-2140B de oito núcleos, a máquina sai por R$ 37.999 na loja da Apple no Brasil. Para quem prefere PCs, o Dell Precision 7530 é um laptop com tela de 15,6 polegadas e que também traz um processador Xeon. Na versão mais barata, trazendo o chip Xeon E-2176M, o portátil não sai por menos de R$ 21.100 na loja oficial da marca.

Via Intel, CPU Benchmark e Tom's Hardware

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