Inadimplência das famílias paulistanas volta ao patamar de 20%
Educação Financeira

Inadimplência das famílias paulistanas volta ao patamar de 20%

  • Compartilhar
  • Compartilhar
  • Compartilhar

Quer receber notíticas em tempo real? Curta o Notícia Plus

A inadimplência entre as famílias paulistanas, que desde outubro do ano passado não atingia 20%, em março deste ano chegou a 20,1%, alta de 0,3 ponto percentual em relação a fevereiro e de 0,8 p.p. na comparação com março de 2018. No total, 2,16 milhões de famílias permanecem com algum tipo de dívida e 787,3 mil estão com contas em atraso.

A proporção de lares paulistanos endividados passou de 53,6% em fevereiro para 55,1% em março, elevação de 1,5 ponto porcentual no mês e 0,3 ponto porcentual no comparativo anual.

Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Segundo a entidade, a inadimplência acima dos 20% é um sinal de alerta aos empresários, pois demonstra que a fragilidade da situação financeira das famílias. Em relação ao endividamento, apesar da elevação vista no mês, ainda é considerado natural e comprova os gastos excedentes de dezembro, sem planejamento das tradicionais despesas do início de ano.

O principal tipo de dívida das famílias continua sendo o cartão de crédito (70,1%). Na segunda posição, ficaram os carnês, com 14,7%, ante os 13,5% de fevereiro.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o crescimento do carnê como modalidade de pagamento pode indicar uma redução por parte dos bancos do acesso ao crédito, fazendo com que os consumidores recorram aos parcelamentos das compras diretamente com as lojas, normalmente menos restritivas na avaliação de dados pessoais.

Por renda

As famílias com rendimentos abaixo de 10 salários mínimos impulsionaram o endividamento, 58,7%, ante os 56,4% de fevereiro. Para o grupo com renda superior a 10 salários, o endividamento registrou leve queda, de 45,4% para 44,6%. O porcentual de inadimplência se manteve estável em ambos os grupos.

O porcentual de famílias que disseram não ter condições de pagar dívidas registrou aumento de 8,5% em fevereiro para 8,7% em março - 16,9 mil famílias a mais em relação a 2018. Ao todo, são 342,6 mil lares nessa situação atualmente.

Em relação ao tempo de dívida em atraso, houve elevação, passando de 68 dias em fevereiro para 69 dias em março. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço foi de cinco dias. O maior porcentual é o de longo prazo (acima de 90 dias), com 56,4% - no mesmo período de 2018, era de 52,2%.