Future-se já teve mais de 14 mil comentários registrados na plataforma de consulta pública
Educação

Future-se já teve mais de 14 mil comentários registrados na plataforma de consulta pública

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O programa Future-se, proposta do Ministério da Educação para flexibilizar o financiamento do ensino superior, já teve 14,2 mil comentários feitos até esta segunda-feira (12) na plataforma de consulta pública que permite a qualquer pessoa enviar sugestões ao projeto.

De acordo com o MEC, 43 mil pessoas já se cadastraram na plataforma. A consulta pública ficará aberta até as 23h59 desta quinta-feira (15).

Os comentários foram feitos em ao menos um dos pontos da proposta, segundo o ministério.

O que é o Future-se?

O projeto pretende alterar a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e outras 16 legislações para permitir que as instituições de ensino façam parcerias público-privadas (PPP's), cedam prédios, criem fundos com doações e até vendam nomes de campi e edifícios, como em estádios. A adesão das universidades não é obrigatória.

A proposta foi lançada em 17 de julho. Na ocasião, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que alunos não terão de pagar mensalidade nas universidades públicas, independentemente da faixa de renda. "Sem mensalidade, sem nada", disse o ministro.

Críticas ao Future-se

Desde que foi lançada, a proposta do Future-se tem sido alvo de discussões dentro e fora da comunidade acadêmica.

O conselho dos reitores das federais, o Confies, afirmou que o programa deveria priorizar as fundações de apoio em vez de organizações sociais e incluir até concurso público na proposta. Em entrevista ao G1, Arnaldo Barbosa de Lima Junior, secretário de Educação Superior do MEC, afirmou que o Future-se usará "num primeiro momento" apenas organizações sociais já qualificadas e que organizações poderão ser criadas e qualificadas para entrarem no programa em ciclos subsequentes.

As federais do Rio de Janeiro divulgaram um comunicado em que afirmam que o Future-se parecia uma 'carta branca' para órgão externo fazer gestão sem licitação, embora ressaltem que "são positivas as ideias de expandir o orçamento para além do teto de gastos e o investimento em pesquisa, inovação e internacionalização".