Em caldeirão no Rio, Flamengo dá troco na INTZ e conquista título inédito do CBLoL
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Em caldeirão no Rio, Flamengo dá troco na INTZ e conquista título inédito do CBLoL

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Depois de três vices no League of Legends, o Flamengo pode soltar o grito de campeão que estava entalado na garganta. Numa final tensa, o time liderado por Felipe “brTT” precisou de raça para derrotar a INTZ por 3 a 2, neste sábado, na decisão do 2º Split do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL) de 2019. Dentro de um caldeirão rubro-negro que se tornou a Jeunesse Arena, palco do confronto no Rio de Janeiro, a equipe correu atrás do empate duas vezes na série e então levou a melhor na partida decisiva, para delírio e alívio de jogadores e fãs do clube.

- Não tenho nem palavras para descrever esse momento. Só quero dizer que essa vitória foi por conta dessa torcida maravilhosa. Se não fosse eles, com certeza a gente não conseguiria - comemorou brTT, exaltando a torcida rubro-negra presente na arena.

Desde que entrou nos eSports pelo League of Legends, o Flamengo sempre chegou à final dos torneios oficiais que disputou. No entanto, o time havia perdido em todas as decisões: o 1º Split do Circuito Desafiante 2018 (para a IDM Gaming), o 2ª Split do CBLoL 2018 (para a KaBuM) e o 1ª Split do CBLoL 2019 (para a própria INTZ). A conquista deste sábado serviu não só como primeiro título de CBLoL do Rubro-Negro, mas também como o troco dado na revanche com os Intrépidos.

Um dos maiores jogadores de League of Legends do Brasil, brTT se tornou o primeiro pro player do país a vencer o CBLoL cinco vezes. São três troféus com a paiN Gaming, um com a RED Canids e esse último pelo Flamengo.

Como campeão do 2º Split do CBLoL, o Flamengo ganhou o direito de ser o representante brasileiro no Mundial de LoL em 2019. Será a primeira vez que um time de League of Legends de um clube tradicional no futebol brasileiro vai participar da maior competição de LoL do planeta. O torneio será disputado entre os dias 2 de outubro e 10 de novembro, com a Fase de Entrada e a Fase de Grupos em Berlim, as quartas de final e as semifinais em Madri, e a final em Paris.

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A série

A arena podia estar tomada por torcedores do Flamengo, mas o quinteto liderado por Felipe "brTT" não correspondeu no primeiro jogo. Nem de longe. A partida demorou para esquentar, e quem botou fogo, na verdade, foi a INTZ. A começar pelos teletransportes de Tay e Shini que abriram as portas para a vitória do time. Enquanto o Rubro-Negro se perdia na iniciação das jogadas, os Intrépidos respondiam com maestria, anulavam os adversária e ainda tomavam conta do mapa. Com facilidade e guiada por Shini, a INTZ conquistou os objetivos, com direito a três dragões infernais, e, depois de garantir o segundo barão, avançou à toda para sair na frente na série, depois de 32 minutos de partida. Visivelmente incomodado com a atuação do time carioca, brTT se levantou da cadeira antes mesmo de o nexus rubro-negro ser destruído.

O segundo jogo foi mais equilibrado. Apesar de a INTZ ter crescido assim que a composição ganhou força, dessa vez aos poucos o Flamengo foi revertendo o panorama da partida. Depois de mais de 20 minutos de jogo bastante estudados, o confronto esquentou. Uma luta vencida no meio foi essencial para brTT e cia. garantirem um barão sem contestação. O bônus não só fez inverter a diferença de ouro entre os times, como também levou o Rubro-Negro à porta da base adversária. Com três dragões da montanha nas mãos, o Flamengo conquistou o segundo barão com extrema rapidez, mirou o nexus dos Intrépidos e conseguiu empatar a série.

Se o segundo jogo mostrou um certo poder de reação do Flamengo, o terceiro foi praticamente uma repetição da partida que abriu a série. De tão eficaz que a INTZ trabalhava as jogadas, a equipe já tinha aplicado um ace com apenas 15 minutos de jogo. O número de assistências - só Tay não teve dígitos duplos no quesito - mostrou também o quanto os Intrépidos jogaram muito bem em conjunto nas lutas. O Rubro-Negro não foi páreo e se viu de novo atrás na série.

Precisando vencer a qualquer custo, o Flamengo deu pintas de que levaria a série para o quinto jogo. O time ia derrubando torres e conquistando objetivos, mas faltava transformar a superioridade numa vantagem maior. O ritmo da partida era lento, e chamou a atenção a participação da majoritária torcida pró-Flamengo num momento da partida: depois dos gritos dos torcedores, a equipe carioca se ligou que a INTZ estava fazendo o barão, e os jogadores subiram no mapa para contestar o objetivo.

O Rubro-Negro então encontrou a chave para a vitória aos 25 minutos. Insistindo nas lutas, o time fez o primeiro barão do jogo, conseguiu três abates e abriu a rota do meio destruindo o inibidor. O clube não deu tempo para os Intrépidos respirarem e sufocou os oponentes buffando os minions e pressionando a base, até entrar pela segunda vez e igualar a série novamente.

Para o último jogo da série, ambas as equipes adotaram a cautela, tanto que, com 20 minutos de jogo, só havia um abate e uma torre derrubada para cada lado. Bastou uma luta para o Flamengo encaminhar a vitória. Com o barão nas mãos, os jogadores pressionaram a INTZ e entraram na base intrépida para não sair mais de lá e com o troféu de campeão do CBLoL.