Elza Soares insere música de própria autoria nos 'Brasis' que giram em torno do disco 'Planeta fome'
Blog do Mauro Ferreira

Elza Soares insere música de própria autoria nos 'Brasis' que giram em torno do disco 'Planeta fome'

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Elza Soares é cantora tão extraordinária que a atuação da artista como compositora sempre passou despercebida ao longo dos anos 60 anos de carreira fonográfica da cantora carioca. Contudo, Elza volta e meia dá voz a uma música de lavra própria.

Foram várias, a começar por Swing negrão (1972), composição à qual se seguiram Louvei Maria (1974), Língua de pilão (1977), Somos todos iguais (1985) e Lata d'água (1999), entre outros títulos do cancioneiro autoral de Elza.

Essa obra autoral ganha mais um título com o lançamento do álbum Planeta fome na próxima sexta-feira, 13 de setembro. Uma das 12 músicas do álbum, Menino tem a assinatura de Elza.

"Compus essa música anos atrás quando via a garotada brigando, um menino brigando com o outro. Percebia que daquele jeito não daria certo, que precisavam respeitar o outro desde cedo para serem adultos melhores. Aí, quando gravei Brasis nesse disco em que o repertório é tão meu, tão pessoal, tive a ideia de registrar Menino", conta a cantora e eventual compositora.

Quando fala em Brasis, Elza se refere à composição de Gabriel Moura, Jovi Joviano e Seu Jorge que batizou álbum lançado por Moura em 2006.

O samba Brasis é uma das regravações do repertório do álbum Planeta fome ao lado de Não recomendado (Caio Prado, 2014) e de duas músicas de Gonzaguinha (1945 – 1991).

Deste grande compositor carioca, Elza revive Comportamento geral (1972) e Pequena memória para um tempo sem memória (A legião dos esquecidos) (1980) no 34º álbum da carreira.

Da safra de inéditas, há Lírio rosa (Luciano Mello e Pedro Loureiro), Blá blá blá (BNegão e Pedro Loureiro) e composição de Pedro Luís. Autor da música-título do álbum anterior da cantora, Deus é mulher (2018), Pedro reaparece no álbum Planeta mulher com Virei o jogo.