Duda Nagle conta como lida com a distância de casa: 'Fico o tempo todo monitorando as câmeras, vendo a Zoe'
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Duda Nagle conta como lida com a distância de casa: 'Fico o tempo todo monitorando as câmeras, vendo a Zoe'

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Paixão foi nocauteado em A Dona do Pedaço. Fora do ringue da ficção seu intérprete, Duda Nagle, também não foge à luta, tanto que pretende se especializar em cenas de ação. Em um bate-papo com o Gshow, o ator, que já vem se preparando há um tempo para personagens que exigem habilidades físicas, contou que pediu um papel para Walcyr Carrasco assim que soube que na trama haveria um núcleo de boxe, e que foi sua mulher, Sabrina Sato, quem "cantou essa pedra".

"Foi no ano passado, a Sá grávida, durante uma madrugada em que cada um estava no seu celular, e ela, de repente, falou: ‘Nossa, o Caio Castro vai fazer um lutador na próxima novela do Walcyr’. Fiquei com aquilo na cabeça e, no dia seguinte, resolvi escrever para ele. Meses depois recebi uma ligação da produção. Vibrei!"

Ele, que já vinha mantendo uma rotina de treinos e seguindo uma dieta balanceada, quando pintou o convite foi só partir para a caracterização e correr para o embate com Rock, papel de Caio:

"Raspei a cabeça e estou leve como há muitos anos não estava. Fiz uma dieta bem forte para perder gordura, por exemplo. Estou pesando 79kg agora. Normalmente, o ator tem que se manter preparado porque nunca sabe quando vai pintar um trabalho."

O último papel do artista na Globo foi como um profissional de luta em Malhação - Pro Dia Nascer Feliz. Na história, ele deu vida um lutador de MMA mau-caráter, o Vanderson.

"Nos últimos anos, fiz alguns personagens lutadores e eu sempre tive vontade de correr atrás disso, de produzir. Gosto muito de cena de ação, o público adora assistir e vou tentar me especializar, vou trabalhar para isso. No mundo ideal, o ator sempre diz que está estudando proposta, mas, na verdade, está na maior entressafra e fica se matando para pagar os boletos. Aí, do nada, quando acontece é tudo ao mesmo tempo. Nunca escolhi papéis, mas comecei a fazer um trabalho para conseguir me aproximar das minhas metas e chegar a esse sonho."

Faixa azul no jiu-jítsu, Duda também luta muay thai e boxe, e quer fazer cada vez mais cenas de briga, perseguição, capotamento, incêndio...

"Desde criança, assisto esse tipo de cena com Van Damme, Chuck Norris, Arnold Schwarzenegger, Bruce Willis, Sylvester Stallone... Cresci fascinado por esse universo, é um mercado promissor, a demanda é enorme e a tecnologia está cada vez mais barata para produzir. Então, acho que é o momento para investir nessa especialização."

Pai da pequena Zoe, de 9 meses, Duda diz não se preocupar com os riscos que cercam o profissional de ação. E que a paternidade não o impactou nesse lugar, de evitar de se aventurar:

"Quando a Zoe nasceu, saltei de paraquedas pela primeira vez. A Sabrina já tinha saltado várias vezes e falou: 'Você é louco, agora nunca que eu ia conseguir' (risos)."

"Sair de casa já é um risco. Lido bem com isso. A gente tem que confiar na vida, né? Às vezes, evitar o risco causa mais risco. Não temos esse domínio todo. Vivemos na ilusão de que a vida é controlável, e não é."

Por falar na filhota, a única coisa capaz de tirar o foco desse carioca de 36 anos, disciplinado, é sua bebê. Duda tem se desdobrado entre as gravações da novela, a função de pai, de marido, mais a produção do canal de entrevistas de sua mãe, a jornalista Leda Nagle.

"Fiquei uma semana direto no Rio gravando, a Sabrina no Chile e a Zoe com os avós (em São Paulo), longe da gente. Estava doido para voltar logo para casa. A gente fica na ilusão de que é fácil distrair um bebê, e não é. Ninguém tinha contado para não nos preocupar, mas ela chorava, acordava de madrugada. Só que faz parte, né? A gente tem que se acostumar porque está trabalhando pela família."

Dos ensinamentos que seu pai deixou - Rogério Marques morreu quando Duda tinha 19 anos - diálogo é o principal deles, e isso o ator quer repassar para a filha.

"Meu pai conversava muito comigo e eu quero fazer isso com ela. Ele era o pai amigo que deixava o filho confortável para poder contar seus dramas, suas experiências. Sempre tive isso muito forte dos dois lados. Quero puxar por aí, sem perder a autoridade, sem virar o pai amigão. Com a Zoe, já vi que vou ter que ser o cara que vai colocar mais limites", observa o ator.

Em casa, é preciso estar atento também às necessidades do casal. Para não descuidar do casamento com Sabrina, ele e a apresentadora têm um combinado:

"A gente faz questão de dormir junto. Por mais que os horários, muitas vezes, não batam, a gente se esforça. Às vezes, se ferra na logística de passagem só para conseguir passar a noite. Acho importante. No mais, vamos nos adaptando. Jogamos com o que temos e as tecnologias ajudam um pouquinho. Fico o tempo todo monitorando as câmeras de casa, vendo se a Zoe está brincando, comendo... E assim vai dando tudo certo."

Nos tempos de solteiro, ele conta que nada tinha em comum com seu personagem de A Dona do Pedaço. Na novela, para conquistar Kim (Monica Iozzi), o boxeador não tem limites:

"Namorei poucas vezes, mas foram relacionamentos longos e sempre levei a sério. Com a Sabrina, mandei um direct (mensagem numa rede social). Ela me ignorou quatro vezes. Escrevi mais até que, finalmente, ela respondeu e aí engatamos o maior papo, pedi dicas de restaurantes para levar minha mãe porque tinha acabado de me mudar para São Paulo e não conhecia nada. E estamos até hoje."

"Já o Paixão é autocentrado, aquele cara que vive em torno dele mesmo. Então, ele e a Kim se merecem. Ele é completamente sem noção, um stalker (perseguidor, que não aceita um 'não'). E Isso é coisa séria."