Cruzeiro x Atlético-MG: chefe da arbitragem vê pênalti de Dedé, mas aguarda áudio do VAR para atestar erro
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Cruzeiro x Atlético-MG: chefe da arbitragem vê pênalti de Dedé, mas aguarda áudio do VAR para atestar erro

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O presidente da comissão de arbitragem da Federação Mineira de Futebol (FMF), Giuliano Bozzano, aguarda o recebimento do áudio dos trabalhos na cabine do árbitro de vídeo (VAR) para deliberar a respeito de um dos principais lances polêmicos do clássico de domingo. Ele admite ter visto pênalti a favor do Galo no lance envolvendo os zagueiros Dedé e Igor Rabello, ao fim do primeiro tempo, mas diz que vai ouvir a conversa ocorrida entre os árbitros que estavam na cabine do VAR para se manifestar oficialmente.

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- Existe um protocolo: as imagens e o áudio foram gravados. Já solicitei à empresa contratada que disponibilizasse à Federação, não adianta eu analisar friamente sem saber o que conversaram. A equipe era do Rio, foi embora imediatamente depois do jogo, não consegui falar com eles. Não gostaria de ser leviano. Não vou fugir: tive a sensação de penal. Mas tenho uma imagem fria, não sei que interpretação eles fizeram - comentou Giuliano Bozzano, em entrevista à Rádio 98, de Belo Horizonte, na manhã desta segunda-feira.

"Vou esperar o áudio, porque é uma caixa preta. Vou estudar e ver exatamente o que aconteceu"

Giuliano Bozzano também comentou a respeito de outros lances que causaram polêmica durante e após o clássico deste domingo. Confira abaixo:

Escanteio antes do gol

- Em relação ao lance de meta e canto, o VAR não pode entrar, não está no protocolo. Apesar de ter originado um gol, o VAR ele volta até o reinício do jogo. Então, ele voltaria a cobrança do escanteio pra ver se houve alguma irregularidade a partir dali. Se errar um gol, é um erro do campo, do assistente, e VAR não pode intervir.

Fred e mão na bola

- As pessoas têm dificuldades de entender, e eu até compreendo. Recebi instrução em um curso da Fifa no ano retrasado, sobre dificuldade de explicar pra dirigente, público e imprensa porque uma mãe aqui é mão e nesse lugar uma mesma mão não é mão. Regra é a seguinte: a mão em um lugar é e em outro não.

"Tem que ver o dano tático. Quando a bola bate na mão do atacante ou ele usa o braço sem querer e há um dano tático - e o gol é o maior dano tático que existe, ou ganho, depende do lado que se vê - você tem que considerar essa mão."

- Então, acho que a interpretação foi acertada. Fred não foi amarelado pois foi mão involuntária: ele deu entrevista dizendo que não percebeu.

Cartão Adilson

O presidente da Comissão de Arbitragem da FMF comentou, um lance ocorrido no minuto final do jogo, e que não foi flagrado pelas câmeras transmissão: a expulsão do volante Adilson, do Atlético-MG. O jogador, que já tinha sido advertido com um cartão amarelo, levou o segundo após se envolver em um pequeno tumulto e acabou expulso.

- Não vi a imagem. Na esfera desportiva, de regras, cartão vermelho não pode ser anulado. Mas acima das regras está a legislação desportiva. A verdade é que já temos precedentes de cartões vermelhos revistos. Não tenho alçada e poder de dizer sim ou não. De repente o jurídico do clube acha interessante e pode pedir para rever a situação.

Procurada pelo GloboEsporte.com, a diretoria do Atlético-MG não se manifestou, até a publicação da matéria, se pretende entrar com o pedido.