Corrigir financiamento da casa própria pela inflação traz transparência, aponta presidente da Caixa
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Corrigir financiamento da casa própria pela inflação traz transparência, aponta presidente da Caixa

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O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, apontou nesta sexta-feira (16) que a correção pela inflação dos empréstimos para compra da casa própria com recursos da poupança vai trazer mais transparência para o tomador do crédito.

"Ao ter um outro tipo de indexador que é a inflação, IPCA, você tem um indexador que todo mundo sabe o que é", disse Guimarães, que participou de evento do banco em Campinas (SP). "Hoje a única correção é a TR que é um indicador que ninguém sabe, ninguém consegue projetar".

Na quinta-feira (15), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que autoriza bancos a corrigirem pela inflação contratos de financiamento do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Essa metodologia já estava disponível para os bancos, mas fora do SFH – que é o sistema que permite usar os recursos da conta do FGTS.

Segundo o executivo, a nova modalidade de crédito pelo banco será anunciada na próxima terça-feira (20), em cerimônia no Palácio do Planalto, e deverá estar disponível para contratação em seguida.

"A gente tem que estar preparado para no dia seguinte oferecer isso nas agências", afirmou. De acordo com Guimarães, os juros cobrados serão "o IPCA mais alguma coisa". Esse 'alguma coisa', disse, já foi definido, mas ele não quis informar quanto será. "A gente tem que tomar muito cuidado com esse impacto e só pode anunciar na véspera que a gente vai disponibilizar para a população", afirmou.

O presidente da Caixa reforçou que as demais modalidades de correção não deixarão de ser oferecidas. Hoje, há linhas de crédito com a correção atrelada à Taxa Referencial (TR, uma taxa de juros mensal definida pelo Banco Central, que hoje está em zero), com diferentes sistemas de amortização.

Ainda segundo ele, haverá uma redução na taxa efetiva de juros cobrada: "nossa taxa mais baixa é TR + 8,5% (ao ano). Nós vamos ter o IPCA mais alguma coisa, que é bem menor do que 8,5%". O IPCA hoje está girando próximo aos 3,3% no acumulado em 12 meses.

"Vai ter um ganho real e esse ganho real vai ser muito impactante. A gente vai mostrar as contas", disse.

"A TR tem o mesmo risco da inflação. A diferença você acompanha mês a mês. Qual a fórmula da TR? Ninguém sabe. No mínimo fica uma coisa transparente", apontou o executivo. "Se a gente perceber que tem algum ajuste, a gente ajusta, mas a gente começou o jogo. Na pior das hipóteses, não deu certo? A gente para. Mas pelo menos a gente tentou . Eu tenho a confiança nesse modelo”.

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