Centenária dá lição de vida com simpatia e humor e revela segredo da longevidade: batata frita
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Centenária dá lição de vida com simpatia e humor e revela segredo da longevidade: batata frita

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O ano era 1942 quando Estelita Pereira Costa desembarcava no Rio de Janeiro com a mãe e a irmã para uma nova vida, vindo de Salvador. Hoje, com seus 100 anos completados no último dia 6 de setembro, Dona Estelita leva a vida com muito bom humor e um segredo: batata frita.

“Nunca fui de comer muito. Mas agora estou enjoada de comer arroz e algumas coisas. Quando eu vou ao restaurante eu como batata frita. Em casa a gente não tem o costume de comer, mas no restaurante eu como. E eu não como nem gosto de salada. Preciso comer, mas não como”, conta ela, em meio aos risos.

No álbum de fotografias, estão as recordações da família que foi se formando no Rio. Na cabeça de Dona Estelita, as memórias de uma vida carioca de quase 8 décadas.

“A gente veio de navio para o Rio. Saímos da Bahia no dia 18 de junho e chegamos cinco dias depois. Chegando aqui a gente fez de um tudo para ganhar dinheiro. Bolo, costura, tomava conta de criança... Hoje, muitos parentes ainda estão na Bahia. Mas eu tive meu filho e tenho dois netos e três bisnetos aqui. E quero continuar vendo eles crescerem.”

Ainda na Bahia, Estelita nasceu apressada e, segundo ela, não despertou muita esperança de ter uma longa vida. “Eu nasci muito pequena, de 7 meses. E minha mãe contava que a parteira disse para ela que eu iria morrer. Me batizaram às pressas, mas estou aqui ainda”, conta ela, contrariando a expectativa de recém-nascida.

E tanta disposição para viver permanece até hoje, 100 anos depois. “Minha cabeça ainda está muito boa. Gosto de anotar receita, ler o jornal. Novela eu deixo de ver só para esperar o Jornal Nacional. De manhã, todo dia, eu já acordo na cozinha para fazer café. Coloco a mesa, tomo café e vou deitar um pouquinho. Não gosto de fazer nada sentada. Se eu sentar para cozinhar ou qualquer outra coisa, não sai direito. Vira trabalho de preguiçoso.”

E, se existe segredo para a longevidade, Dona Estelita garante que é fazer o que gosta. E viajar. “Gosto de viajar e de cozinhar. O bom de viajar é ficar em hotel. Hotel é bom porque a gente chega lá e não precisa fazer nada. É melhor ir para o hotel do que ficar em casa tendo que fazer comida. Sem contar que não bebo nem fumo. Nunca fumei nem nunca bebi. Só bebi cerveja quando a minha irmã casou. Provei o chope e não gostei”, relembra ela, com uma certeza e a sabedoria de uma mulher centenária: “Quero viver mais até quando Deus quiser.”