Cássio revela que só não trocou o Corinthians pelo Grêmio por causa de Andrés Sanchez
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Cássio revela que só não trocou o Corinthians pelo Grêmio por causa de Andrés Sanchez

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Oito vezes campeão pelo Corinthians, incluindo Libertadores e Mundial, segundo goleiro com mais jogos pelo clube, apontado pelo recordista Ronaldo Giovaneli como o maior goleiro da história do Timão, Cássio por muito pouco não abreviou sua passagem e sua história com a camisa corintiana.

Em 2016, depois de perder a posição para Walter, reclamar publicamente do preparador de goleiros Mauri Lima e se desentender com a comissão técnica de Tite, Cássio recebeu proposta de outros clubes e decidiu que não queria mais o Corinthians.

– Eu quase fui para o Grêmio. Para ser bem honesto, só não fui por causa do Andrés (Sanchez). Entre várias pessoas, foi um cara que me chamou pra conversar e me devolveu a confiança. Eu tinha recebido uma proposta financeira, que também era boa para o Corinthians, mas ele veio, sentou comigo, conversou, me mostrou tudo o que eu já tinha feito no Corinthians, o que ainda estava construindo. Estendeu a mão, me ajudou a retomar o meu rumo. E minha esposa também me ajudou a me orientar, a voltar a focar no trabalho – afirmou Cássio, em entrevista a Casagrande, no Esporte Espetacular.

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Atual presidente do Corinthians, Andrés, curiosamente, não tinha cargo na diretoria presidida por Roberto de Andrade naquela época. Hoje, Cássio admite que errou e sabe exatamente como.

– Acho que eu tinha perdido um pouco o foco. Eu me deixei levar um pouco, fui por embalo, talvez as companhias, parei de abrir mão do que acontecia fora de campo e saí do trilho. Depois ainda dei uma entrevista muito mal (reclamando do preparador de goleiros Mauri Lima), eu podia ter conversado com ele e não ter falado, enfim... Eu me descuidei, e o Walter também estava, como sempre, superbem – completou o goleiro.

Cássio é titular do Corinthians desde o jogo contra o Emelec, do Equador, pelas oitavas de final da Libertadores de 2012. Esse período, que começou em maio de 2016, foi o único em que ele ficou no banco de reservas. Ele foi contratado em 2011 do PSV (HOL), mas, ainda desconhecido da maioria dos torcedores, chegou com status de terceiro goleiro, atrás de Julio Cesar e Danilo Fernandes.

– Lembro que houve muitas críticas quando cheguei porque eu não era conhecido. Todos diziam que o Corinthians precisava de um goleiro de renome, com passagem pela Seleção, e eu tinha ficado quatro anos na Holanda, sem jogar, então era natural que houvesse pressão. Mas lembro que coloquei na minha cabeça: quando tiver uma oportunidade, nunca mais vou sair – disse Cássio.