Política

Bolsonaro descarta recriar ministério da Segurança Pública

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Após desembarcar em solo indiano, nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro não teve agenda oficial, mas conversou com jornalistas e descartou a possibilidade de desmembrar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O pedido chegou a ser feito por secretários de segurança estaduais, para que o governo federal crie um ministério exclusivo para o setor.


“Simplesmente coletamos as sugestões, educadamente dissemos que vamos estudá-las. [Na] segurança pública os números demonstram que estamos no caminho certo, e a minha máxima é que em time que está ganhando não se mexe. A chance no momento é zero. Pode ser amanhã, em política tudo muda, mas não há essa intenção”.


Outro assunto comentado pelo presidente foi a Secretaria Especial da Cultura, que deve ser comandada pela atriz Regina Duarte, a convite do próprio Bolsonaro. Ela passou a última quinta-feira em Brasília, conhecendo as instalações da secretaria e o funcionamento da pasta, mas ainda não respondeu ao convite oficialmente. Apesar disso, o presidente já anunciou que a formalização do que chama de “casamento” deve ser feita no retorno dele ao Brasil.


“Acredito que na quarta ou na quinta-feira a gente vai no cartório e faz o casamento”.


Ao contrário do que disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, a jornalistas em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial, o presidente Bolsonaro descartou novos tributos. Guedes mencionou que estuda a criação do chamado “imposto do pecado”, para taxar itens que fazem mal à saúde, a exemplo de cigarros, bebidas alcoólicas e produtos com açúcar. O presidente Bolsonaro negou essa possibilidade. 


“Não teremos qualquer majoração de carga tributária. Paulo Guedes, desculpa aqui, você é meu ministro, te sigo 99%, mas aumento de impostos para cerveja, não. Não conseguimos mais aumentar a carga tributária no Brasil”.


Bolsonaro ainda citou que deve fazer uma visita à cidade mineira de Brumadinho, onde ocorreu a tragédia da barragem do Córrego do Feijão, há um ano. O presidente sinalizou que deve estar na cidade no dia 6 de fevereiro.