Análise: Oswaldo erra ao usar Fortaleza como parâmetro, e Fluminense precisa mudar para corrigir falhas
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Análise: Oswaldo erra ao usar Fortaleza como parâmetro, e Fluminense precisa mudar para corrigir falhas

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Oswaldo de Oliveira tem pouco tempo de Fluminense: são 17 dias desde que foi apresentado como novo técnico; comandou o time em quatro jogos. Contra o Palmeiras, na terça-feira à noite, não tinha Allan, o volante que faz o time jogar.

A contextualização é importante para ajudar a entender como o técnico pensou o Tricolor no duelo atrasado da 16ª rodada do Brasileirão. E quais erros ele comentou na derrota por 3 a 0, que manteve a equipe na zona de rebaixamento do campeonato - é a 17ª colocada, com 15 pontos, três a menos do que o Cruzeiro, o primeiro fora do Z-4.

Foram dois equívocos principais. O primeiro: usou o desempenho na vitória por 1 a 0 sobre o Fortaleza, sábado, como parâmetro. O segundo: ao repetir escalação, com Airton, Ganso e Nenê no meio, manteve a equipe lenta e sem intensidade no meio diante de um adversário mais qualificado. O resultado foi má atuação e um 3 a 0 contra, definido como vergonhoso pelo zagueiro Digão.

Verdade que, na derrota parcial por 1 a 0, João Pedro e Caio Henrique perderam chances claras de gol - ambas após passes de Ganso. Caso a pontaria estivesse melhor calibrada, o andamento do confronto em São Paulo poderia ser diferente. Assim como se Muriel não tivesse feito defesas importantes a vitória contra o Fortaleza poderia virar empate ou até derrota.

Aí está o problema: o Fluminense não foi o senhor do jogo no Ceará. Lá, o time também ficou exposto. Gilberto e Caio Henrique avançados deram espaços, e Airton como o homem responsável por lhes dar cobertura não tinha condições físicas para tal. Sem falar na lenta recomposição de Ganso e Nenê. Se a bola ficava com Osvaldo e Romarinho no sábado, na terça ficou com Dudu e Scarpa. Todo o ataque palmeirense foi perigoso.

- Fica muito claro o nosso não aproveitamento das oportunidades. Quando estava 1 a 0, entramos duas vezes na cara do gol e não fizemos. Aí, a parte emocional pesa. E demos espaços na tentativa de empatar o jogo. Foi assim que tivemos as circunstâncias do segundo e terceiro gol - justificou Oswaldo.

A manutenção dos três atacantes, com Ganso e Nenê no meio, também não parece funcionar. Faltam jogadores no meio, a recomposição do posicionamento defensivo é lenta. Wellington Nem de um lado e Yony do outro tentam ajudar na marcação, mas mal conseguem e perdem força ofensiva. Se é para manter a ideia do trio ofensivo de Fernando Diniz, que se mantenha, então, a marcação adiantada. Isso não ocorre mais, o Flu espera pelo rival.

Pois ocorre que o Flu é um misto entre abandonar as ideias de Diniz e implementar as de Oswaldo. A transição, porém, está mal executada. O time escalado por Oswaldo continua tendo os mesmo problemas defensivos da época de Diniz, mas agora ataca menos. E, como fica menos tempo com a bola, corre mais riscos.

- É difícil não sentir (a troca de técnico). São trabalhos totalmente diferentes. Por isso, a gente sente isso. Tenho jogado um pouco mais recuado, mesmo assim temos criado chance de gol - comentou Ganso.

Contra o Corinthians, Airton e Wellington Nem estão suspensos. Urge mudar. Yuri é mais combativo do que Airton. É uma alternativa. Oswaldo pode aproveitar a suspensão de Nem e sacar um atacante e reforçar o meio. Neste caso, Allan. Na impossibilidade dele retornar, afinal sente dores no pé direito, Caio Henrique poderia voltar ao setor de origem - ele é tão intenso quanto o titular.

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