"Ah, é Abdulla!": torcida do Rio abraça e empurra Catar a empate no Maracanã; técnico agradece
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"Ah, é Abdulla!": torcida do Rio abraça e empurra Catar a empate no Maracanã; técnico agradece

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Tradicionais nas tardes de domingo no Maracanã, os versos do hit "O Campeão", de Neguinho da Beija-Flor, ganharam uma adaptação na estreia do estádio na Copa América 2019: "Ô, ô, ô, ô, ô, ô, Catar!". Boa parte dos quase 20 mil torcedores presentes no Maracanã abraçou o país asiático, convidado para o torneio, impulsionado o jovem time a um empate heroico em 2 a 2 com o Paraguai, após sair perdendo por dois gols, neste domingo (veja os melhores momentos abaixo).

Para adotar o time do Oriente Médio, os fãs cariocas usaram a irreverência e a criatividade. Tudo comandado por um grupo que ficou concentrado atrás do gol à direita das cabines de transmissão. Animados, os torcedores puxaram diversos gritos e até ensaiaram um "olé" depois que os cataris conseguiram a igualdade na partida.

- Olê, olê, olê, olá, Catar, Catar! - foi o primeiro grito a ecoar, ainda tímido.

Rivalizando com os torcedores do Paraguai - que estavam em bom número pela proximidade geográfica -, os apoiadores do Catar foram ganhando número. Não hesitaram em vaiar o juiz quando ele aplicou um cartão amarelo ainda no primeiro tempo, e chamaram o goleiro Gatito Fernández, do Botafogo, de frangueiro.

O segundo gol paraguaio, no começo da etapa final, esfriou o clima depois do intervalo. Mas o melhor estava guardado para depois. O belo gol marcado pelo atacante Almoez Ali, artilheiro do time asiático, fez o Maracanã reviver. Os fãs gritaram a plenos pulmões o primeiro nome do jogador.

- Ah, é Abdulla! Ah, é Abdulla!

Treinador do Catar agradece

Impulsionados por um dos mais lendários estádios no mundo, os cataris mandaram na reta final da partida. Conseguiram o empate com de Khoukhi, fazendo o Maracanã explodir em alegria. Enquanto os fãs paraguaios lamentavam, os cariocas - muitos com camisas de time - faziam festa. Ensaiaram até um grito de "olé", quando os asiáticos trocavam passes.

- Ter o apoio de parte da torcida sempre é bonito e te ajuda, te dá coragem para seguir lutando. Estou muito agradecido por receber o apoio das pessoas. Evidentemente, ajuda, mas dentro do jogo são 11 contra 11. Eles que têm que dar o máximo para conseguir o resultado. Foi um ambiente insano, com duas torcidas. Mas muito fair play dentro e fora de campo. É o que se quer ver em um jogo de futebol - disse o técnico Félix Sánchez, após a partida.

Ao fim, a virada não veio para a jovem equipe comandada pelo espanhol. Mas vieram os aplausos das arquibancadas de um palco de duas finais de Copa do Mundo. Uma tarde de domingo que certamente os cataris levarão na memória.